June 2009


battlestar_galactica_new_ver3Acho que esperei a minha vida inteira para ver uma série de ficção científica espacial como esta. Levei um tempo para assistir pois ainda estava com o ranço da série antiga que talvez por causa da cara do Dirk Benedict, que para mim será sempre o Cara-de-Pau do Esquadrão Classe A. Sem contar que quando assiti a série antiga, me deu uma raiva por ser um Guerra nas Estrelas mal-feito. Com isso, só comecei a assistir seriamente depois de muita insistência da amiga Nix agora no início da última temporada. E depois que comecei, para parar foi quase impossível. Devorei as quatro temporadas e mais as mini-séries em menos de 3 meses sendo que a 4a temporada, foi-se em 2 semanas tamanho o interesse em saber que fim levava a série.

Não me lembro o enredo da primeira e talvez seja até melhor assim. Essa versão começa com os cylons, agora  todo remodelados, bem diferentes daquele que me lembrava dos filmes dos Trapalhões, mandam Caprica pelos ares assim como as outras colônias, forçando uma fuga do pouco da cilivização que restou. Como se não bastasse isso, os cylons agora tem um modelo 2.0, humanóide perfeito que torna a desconfiança palpável no ar.  Vagando pelo espaço à procura de uma nova “casa”, o que restou da civilização é protegida pelo único cruzador espacial que restou; a boa e velha Galactica que estava para ser aposentada (até por isso foi a única que sobreviveu) enquanto os cylons querem exterminar a raça humana.

Por que Galactica é tão boa? Para mim, pelo mesmo motivo que Guerra nas Estrelas (os originais) foi bom, deixa de lado a preocupação frenética de explicar tecnologia e foca seu enredo em um leque de temas bem interessantes; até onde a democracia ajuda? Conflito Religioso? Uma vez inimigo, inimigo sempre? Até onde sigo o meu líder? Amor supera tudo? Claro que permeando isso temos uma boa dose de ação espacial, mortes e sexo. Pois é, esse seriado não é infantil nem nos poupa visualmente de quase nada. Se alguém toma um tiro, está ali o sangue que jorra. Se um bebê especial tem que nascer, bem… Como ele é feito também aparece ali na tela. E se você acha que para ser adulto tem que ter palavrão, nada tema, se a TV não permite, que tal inventar um? “Frak” foi a forma criativa que os roteiristas encontraram de transformar militares “boca-sujas” em algo que a censura não reclamasse. Um artifício brilhante.

Para uma série de ficção funcionar, por mais que você seja complacente, os efeitos tem que ter uma certa qualidade e neste ponto, a série é impecável. Talvez o fato brilhante fato de optar pela versão “humanóide” dos cylons tenha economizado uma parte do orçamento mas as batalhas espaciais, assim como os centuriões (a versão robô dos cylons) estão perfeitas, assim como os sets e naves. Detalhe interessante também foi abrir mão de lases por projéteis, tanto em pistolas como nos caças. Isso dá uma veracidade maior e um ar de guerra mais intenso. Junte a isso a forma com que a câmera se comporta, quase no estilo documentário e é garantido que depois do segundo episódio você já está dentro do ambiente sem sombra de dúvida. Não vai se questionar nem por um segundo sobre alguma tecnologia ou algo assim.

De nada adiantaria um primor técnico se as atuações fossem fracas. Liderado por Edward James Olmos (indicado ao Oscar em 1988 por O Preço do Desafio) o elenco está ótimo, mesmo quando as vezes tem determinados papéis estereotipados como o caso de Starbuck, que começa a série como a típica piloto rebelde porém super talentosa mas que ao longo da série se torna peça fundamental para a salvação da humanidade.

É muito difícil terminar uma série tão boa quanto essa mas o fato dos produtores terem decidido o fim antes do início da última temporada acabou ajudando aos roteiristas, que não precisaram correr com a história e puderam assim oferecer um ótimo fechamento, mesmo que as últimas cenas do último episódio tenham soado um pouco pieguas. De qualquer maneira, não foi nada que maculasse a qualidade do roteiro, a verdadeira espinha dorsal da série inteira.

Para os órfãos da série, nada temam! Além do piloto de 2 horas do seriado Caprica (onde mostra a colônia de mesmo nome 50 anos antes da Queda) que foi lançado há alguns meses atrás, em novembro todos os personagens retornarão para um filme para a TV de duas horas, dirigido por ninguém menos que Edward “Adama” Olmos chamado Battlestar Galactica: The Plan onde será mostrado o ponto de vista dos cylons em Caprica, antes da Queda. O trailer já está disponível no YouTube. Isso sem contar que não duvido se em breve edições limitadas da série completa comecem a pipocar por aí. Como diria Adama: So say we all!

Trivia Movieblog:

apollo-1978

Vocês sabiam que apenas 1 ator participou das duas versões da série? Em 1978, Richard Hatch fez o papel do Capitão Apollo. Já nesta nova versão, ele foi o político sem escrúpulos Tom Zarek. Ao lado está a a foto dele com Richard Benedict, o Starbuck de 1978.

UPDATE: eu não sabia mas aquele murmurinho da abertura de cada episódio na verdade é um mantra. Aqui está a tradução (em inglês).

moviecast_logo1Neste episódio falo sobre esta comédia de Will Ferrell, um dos meus comediantes favoritos mas que me decepcionou neste filme. Já trama internacional do diretor alemão Tom Twyker é uma excelente teoria da conspiração baseado em fatos reais que rolou no final da década de 80 e que está mais em voga do que nunca; os bancos como vilões da história. :D  

Anjos e DemôniosSou fã de Dan Brown, curto muito os livros dele, não só os do personagem Robert Langdom como os outros também que seguem esse mesmo estilo de suspense/crime. É uma leitura leve e de entretenimento. Li o livro que deu origem à este filme uns 2-3 anos atrás então não me lembro perfeitamente dos detalhes mas me lembro claramente que achei mais interessante que o badaladíssimo Código DaVinci. Por isso fiquei com o pé atrás para assitir esse filme. Se o Código DaVinci me deixou com a impressão de que algo estava errado e não empolgou nada.

A história, com uma certa pitada de complexidade e com uma mensagem sobre o que é fé. Robert Langdon é convocado para ajudar ao Vaticano, que está sendo vítima de uma ameaça terrorista que pode mudar o futuro da igreja católica.

Eu confesso que tive uma ponta de esperança quando vi que Ewan McGregor iria fazer o papel do Camerlengo já que é um ator que admiro. Tom Hanks repete o papel de Landgon com a mesma característica; o nada. Não digo isso como um ponto extremamente negativo porque no livro mesmo sendo o personagem principal, não me lembro de grandes desenvolvimentos de personalidade ou algo assim. O ritmo desta vez está bom e não cansa e pelo que me lembro é bem fiel ao livro. Lógico, tem algumas alterações para encaixar, já que na verdade esse livro foi escrito antes do DaVinci e o Camerlengo é italiano e não britânico. As reviravoltas todas estão lá e por ter lido o livro acabou perdendo um pouco o impacto para mim.

A história é bem interessante, talvez não tão popular quanto o Código DaVinci mas mostra muitas das tradições e instituições da igreja católica que é bem legal de se ver. O melhor é o fato que o Vaticano todo teve que ser recriado em estúdio já que a equipe não teve permissão para filmar nas locações. Outro destaque sem dúvida é a trilha sonora excelente e marcante de Hans Zimmer, que conta com solos do virtuoso violinista Joshua Bell.

É um filme legal mas que sofre o peso do livro badalado. Está no mesmo nível de outros filmes no estilo “teoria da conspiração”. Ainda veremos pelo menos mais um filme, baseado no livro a ser lançado agora em novembro.

MoviecastPrimeiro episódio pós-unificação dos blogs. Falo sobre Star Trek, a sensação do momento em termos de ficção científica e sobre o documentário Tyson, sobre um dos maiores e mais complicados boxeadores de todos os tempos.