Alguns amigos começaram a me perguntar se o Moviecast estava morto, se tinha desistido ou não. Resolvi então este último fim-de-semana tirar a poeira do microfone e gravar o um novo episódio. Em um estilo mais bate-papo de bar, fui falando sobre o Oscar deste ano e o que esperava. Acabou ficando bem longo, com 25 minutos mas acho que falei bastante sobre os temas principais do Oscar deste ano. Qualquer sugestão, sou todo ouvidos assim como feedbacks são sempre bem-vindos.
February 2009
Mon 23 Feb 2009
Sun 22 Feb 2009
Um dos meus diretores favoritos está de volta em grande estilo depois de um tempo fora dos holofotes. O espanhol Amenábar, responsável por excelentes filmes como Os Outros (2001) , Abra Seus olhos (1997) e o seu último, Mar Adrentro (2004). Sem sombra de dúvida, todos excelentes. Quando fui à Espanha, fiz questão de comprar Tese (1996) , seu “primeiro” filme em que já mostra uma excelente mão para o suspense/terror de forma bem original.
Seu próximo projeto sairá este ano e também é escrito por ele, assim como a trilha sonora. Agora será um épico estrelado pela bela Rachel Weiss que se passa na Roma antiga exatamente na época em que o cristianismo começa a se espalhar entre os escravos.
Um teaser trailer já está rodando pela internet e pode ser visto no exclente blog americano /Film.
Sat 21 Feb 2009
Agora que percebi o “pequeno” intervalo de 1 ano. Meu Deus que vergonha. Se não fosse o toque do ouvinte ErickNeubra, nem teria atinado.
Bem, nada melhor que voltar falando sobre o Oscar. Falo neste Moviecast como se fosse uma conversa no bar, contando as minhas impressões sobre os filmes que vi e concorrem ao prêmio, por isso está bem longo.
A trilha utilizada neste Podcast foi a do filme Slumdog Millionaire (Quem Quer Ser um Milionário?), um dos fortes candidatos ao Oscar.
Apenas um dado técnico, decidi descartar o MP3 de 128 pois para um podcast só falado, o de 64 está mais do que bom.
Bom, se tudo correr bem, semana que vem tem mais!
Abraços,
Erick Pessôa
Mon 16 Feb 2009
Como diria Renato Russo, sempre mais do mesmo. Se está vendendo e dando lucro, mesmo que pouco, por que não fazer mais uma continuação?
Neste filme, Frank agora tem que transporta um “pacote” complicado contra sua vontade, envolvendo-se numa trama Internacional de despejo de lixo tóxico na Ucrânia.
Esse lance do lixo tóxico não representa nem 15 minutos do filme. É apenas a desculpa para o “pacote” a ser entregue existir. Não muda muita coisa dos filmes anteriores para esse, a não ser a forcação de barra para colocar um par romântico, que diga-se de passagem é quase ridículo de tão forçado e insosso.
Isso se deve em parte à personagem que ao longo do filme deixa a idéia de ser aquele tipo de russa nuveau riche que curte uma balada em Ibiza e não tá nem aí para o mundo para se importar com às pessoas ao redor. O roteiro dá a entender que o relacionamento amoroso só rola pois ela acha que vai morrer, ou seja, algo do tipo “o primeiro que aparecer, eu vou. ” Sem contar que ela a personagem tem a maior pinta de adolescente, meio novinha demais para Frank. Além disso a interpretação da Natalya Rudakova é péssima, o que nem é culpa dela já que li em uma revista que ela foi “achada” na rua por Luc Besson e era cabelereira antes de entrar na carreira cinematográfica.
Um detalhe que achei interessante é que na sinopse oficial do filme é dito de cara que agora Frank tem que levar a filha de um medalhão ucraniano e o roteiro do filme trata isso como uma surpresa. Aparentemente só Frank não sabia que o “pacote” era a garota.
No final das contas, é um pouco melhor que o segundo filme da série pois aquele com a vilã de calcinha e meia-calça estava dose.
Em termos de ação, as lutas estão presentes, em menor intensidade que nos filmes anteriores, assim como as perseguições de carro mas se você é fã da série, não se preocupe, as proezas automobilísticas ainda estão presentes, com o mesmo Audi preto.
No todo, como escrevi no primeiro parágrafo, não é melhor nem pior que os outros, é a mesma coisa. O que para uns vai ser ótimo. Para mim, um bom filme de ação para a Sessão da Tarde.
Sun 15 Feb 2009
Nem vou perder muito o meu tempo comentando este filme do Adam Sandler.
A história trata do agente do Mossad (serviço secreto israelense) Zohan, que é um indivíduo sobre humano na luta contra terroristas mas na verdade o sonho dele foi sempre ser cabelereiro. Para isso ele vai para o Estados Unidos e oferece sexo junto com seus serviços, principalmente para as velhinhas. Mas o passado o persegue e com isso ele tem que lutar novamente contra terroristas.
Já pelo trailer vi quye seria uma porcaria. Qual é a graça de aparecer um terceiro pé para chutar um cara? Mas insisti pois tenho um grande amigo israelense e achei que poderia assim ver um pouco mais do país. Realmente no início aparece um pouco as praias israelense mas o sofrimento de ver tudo altamente exagerado, com Adam Sandler parecendo um super humano. Por favor, onde é engraçado ter grande volume entre as pernas? Eu acho caidíssimo.
Tudo bem, tenho uma certa implicância com o Adam Sandler. Acho a maioria dos filmes dele sem graça alguma, com raras excessões mas por favor, fazer uma comédia pastelão e ainda inserir uma mensagem política de amizade entre árabes e judeus foi demais para mim. Não consegui rir de nenhuma piada do filme, no máximo sorrir com a linha direta para o Hamas e olhe lá (que aparece no trailer).
Só assista se for muito fã de Sandler. Se estiver procurando uma comédia apenas pelo gênero, tem outras bem melhores.
Fri 13 Feb 2009
Quem Quer Ser um Milionário? – Slumdog Millionaire (2008)
Escrito por Erick Pessôa em Cinemas Mundiais , DVD Área 4[3] Comentários
Fazia tempo que eu não torcia tanto por um personagem no clímax final de um filme. Desde a primeira cena, onde aparece um texto pergutando ao espectador como um favelado consegue chegar ao topo de um programa de auditório, cortando dali para uma cena de tortura em uma delegacia prende a atenção do início ao fim.
Pois é, este é o filme. Um jovem favelado indiano, sem instrução que participa de um programa estilo Show do Milhão indiano. Acontece que ele chega até a última pergunta e aí ele é preso e torturado para confessar como conseguiu isso sem ter uma educação formal. Com isso, ele começa a contar a história de sua vida e como ele, o irmão e uma amiga de infância, e como é dura a vida de orfão nas ruas de Mumbai ao mesmo tempo que vai mostrando que sua história de vida que na verdade forneceu as respostas para todas as perguntas até aquele ponto.
O filme é excelentemente dirigido por Danny Boyle (Trainspotting, A Ilha, 28 dias Extermínio) em um ritmo que alterna com os dias de hoje e o passado do personagem principal. O filme tem um toque de Cidade de Deus mas o astral é mais para cima, mesmo nas situações mais tristes, não sei. Existe uma esperança sempre no ar, diferente do filme brasileiro.
Tudo no filme encaixa muito bem. O roteiro é ótimo, as atuações são perfeitas, a fotografia indiana é um brinde aos olhos e até a trilha sonora é deliciosa. Sem dúvida um dos filmes do ano e por enquanto o que estarei torcendo nos Oscars. Inclusive, já levou várias estatuetas do BAFTA, o “Oscar” britânico.
Fri 13 Feb 2009
Não adianta, depois de assistir esse filme eu o encaro como O Campeão (The Champ – 1979) dos anos 2000. Para quem não curtiu esse clássico do xororô da sessão da tarde (”Vamos campeão! Levanta, vai! Fala comigo!” nossa, isso não da minha cabeça).
Assim como O Campeão, este filme conta a história de um lutador, neste caso de luta livre, que já foi alguém e agora está no fundo do poço e mostra sua vida cotidiana, hiper dramática. A história é só isso mas nem por isso quer dizer que seja ruim. Muito bem dirigido pelo Darren Aronofsky (Pi e Requiem para um Sonho), muitas vezes o diretor usa a figura de “linguagem” legal de colocar a câmera seguindo o ator, como se fosse um documentário e ao mesmo tempo como se fosse ele entrando no ring.
Sem dúvida Mickey Rourke está ótimo no papel mas não posso deixar de concordar um pouco com o Rubens Ewald Filho que deu um ataque de pití quando ele ganhou o Emmy de melhor ator. Se você transportar o ambiente de luta livre para o cinema, o personagem Randy é o próprio Mickey Rourke, o cara que teve tudo e foi ao fundo do poço.
Para quem não se lembra, Rourke foi um dos atores mais badalados do fim dos anos 80, emplacando seguidamente clássicos como Diner (1982), 9 1/2 Semanas de Amor (1986), Coração Satânico (1987) . Depois ele entrou numa que queria ser lutador de boxe, estropiou toda a cara e virou uma diva, reclamando de todos os convites para filmar que recebia.
Além da pena que o filme desperta de Rourke, é interessante ver o circuito B da luta livre, onde os caras apanham de verdade. Isso fica meio fora das críticas pois tudo é focado no dramalhão que é a vida de Randy mas ainda assim é bem interessante. Os elementos de drama estão lá; cara famoso que se agarra com unhas e dentes no passado, vive miseravelmente, tem empregos de segunda categoria e se apaixona pela mulher errada. Além disso tudo (aí difere do O Campeão), é um péssimo pai e vive sozinho, só se lembrando da filha quando a situação fica crítica.
É um filme comovente, de baixo orçamento, muito bem dirigido, interessante até um certo ponto, com ótimas atuações é uma trilha sonora rock n’roll dos anos 80, com direito à Sweet Child O’ Mine dos Guns N’ Roses e tudo, que assim como o Bruce Springsteen doou os direitos da música de graça pois o filme não tinha cacife para pagar.
Sinceramente não acho que Rourke mereça o Oscar por esse filme. Ele está muito bem, mas não precisou de nenhuma pesquisa ou desenvolvimento para o personagem, foi apenas se olhar no espelho.
Sun 1 Feb 2009
Joe Strummer – The Story is Unwritten (2007)
Escrito por Erick Pessôa em Aleatorio , DVD Área 4 , MovieblogSem Comentários
Sempre me amarrei nas músicas punks dos idos dos anos 70, início dos 80. Além de Sex Pistols, com certeza o The Clash é uma das bandas que mais me amarrava. Quando vi que tinha um documentário sobre a vida de seu vocalista e personalidade Joe Strummer fiquei interessado. Quando vi que o diretor era Julien Temple, diretor do documentário de 2000 sobre o Sex Pistols e responsável pela cacofonia visual do filme Rock N’Roll Swindle de 1980.
O filme força uma barra meio punk e acho que estou ficando velho para essa estética então foi um pouco cansativo mas em termos de história do Joe Strummer, desde a infância até a sua morte, que no final é o que interessa. Tem bastante imagem de arquivo da banda e seus shows e todo mundo relevante da vida de Strummer fala, inclusive os ex-integrantes do The Clash. Além disso personalidades como Bono Vox falam sobre a influência do Clash na música e na vida daquela juventude.
O que curti do documentário foi o fato de Temple não ser parcial e dourar a vida de Strummer. Pelo contrário, ele mostra como Strummer, de uma hora para outra, deixou de lado os amigos hippies , chegando à virar a cara na rua, quando se juntou com o movimento punk, por exemplo. Temple deixa você livre para fazer o julgamento que você quiser da vida de Strummer, mesmo que, obviamente, 99,5% dos depoimentos sejam enaltecendo-o.
É um filme quase exclusivamente para os fãs do The Clash. Não é altamente didático mas se você como eu, curtia as músicas, é interessante mas longo, se prepare para boiar em algumas partes mas ao menos verá um documentário de qualidade, mesmo que seja morno.

