December 2008


The MentalistThe Mentalist é para mim a melhor novidade das séries que estrearam este ano. Mesmo não sendo totalmente original – afinal, séries de detetives com características únicas a TV está cheia – ele oferece um misto de diversão e policial ao mesmo tempo que tem uma certa espinha dorsal para uma história maior, o que pode segurar a série por um bom tempo.

O personagem central é Patrick Jane, um ex-vidente (se é que isso pode) que depois de ter a família assassinada por um serial killer, passa a ajudar com seu poder de observação a polícia do estado da Califórnia. Com isso, ele diverte e sempre surpreende seus colegas com o seu jeito sedutor, direto e simpático com que se envolve nos casos.

O que me atraiu sem dúvida neste seriado foi o tanto que se parece com as histórias de Sherlock Holmes. Assim como Monk e Psych, Jane confia no seu poder de observação, que treinou ao longo da vida para enganar as pessoas quando tinha um programa de TV onde garantia que era vidente e falava com os mortos. Quando por causa dessas mentiras sua família acaba por pagar um preço alto, ele parte para ajudar a polícia a prender criminosos, depois de assumir que sempre foi um embusteiro.

É muito interessante como o pintoso Simon Baker, o cara que seduz Anne Hathaway em O Diabo Veste Prada. Sempre falando manso e com um sorriso cativante, ele não se priva de ser direto e jogar na cara de quem acha culpado e pelo fato de ter perdido a família, não se importa em se arriscar para solucionar os casos. Nada melhor que um herói com uma mancha e ter a vingança como força motriz para segurar um seriado.

O criador da série, Bruno Heller, tem em seu currículo o excelente seriado Roma e por isso mesmo acredito que apesar de parecer um seriado simples e direto, The Mentalist ainda vai reservar surpresas, pois no episódio 9, se não me engano, Jane entrega que nada vai evitar dele se vingar do Red John, o seu nemesis.

Vale conferir essa novidade.

É possível sair coisa boa de um remake de um trash clássico dos anos 70? Bem, aparentemente sim.

Este remake do trashíssimo filme do mestre Roger Corman pode até pecar pelo enredo mais do que batido mas não deixa de ser um ótimo filme de ação. Jason Staham, nova sensação dos filmes de ação, encarna o papel de Frankenstein (que no original foi de David Carradine) como o grande piloto de corrida que cai em uma armação e acaba preso em uma prisão onde o maior evento é uma corrida mortal. Em um futuro não muito distante, com a economia americana em frangalhos, não restou alternativa ao governo a não ser privatizar todo o sistema penal.
Logicamnte, como toda boa empresa capitalista, o objetivo é maximizar os lucros, o que é feito através das transmissões das tais corridas. (more…)