January 2008


u_two_three_d.jpgMartin, meu amigo que mora em Chicago que raramente me manda um e-mail não se agüentou depois de assistir o show da banda irlandesa. Olha, para ele me mandar um e-mail, o show deve ser bom mesmo. Logicamente além do show, o motivo dele mandar é o fato que vários trechos do filme é do show em São Paulo.

A idéia é sensacional; show em IMAX e em 3D. Para quem já foi em um teatro IMAX (sem ser aquelas coisas de naturezas da National Geographic) sabe que o tamanho da tela e a qualidade do som é algo inacreditável. Eu assisti o Harry Potter e a Ordem do Fênix (que só tem os últimos 30 minutos em 3D) e achei espetacular, mesmo sendo em alemão, imagina assistir um show de rock? Uma imersão total. Talvez ao lado dos Rolling Stones, só mesmo o U2 para estrear esse tipo de filme.

Realmente parece algo fora de série, o Rotten Tomatoes tem uma porcetagem de aprovação de 95%, algo raríssimo. É uma pena que não tenhamos aqui um IMAX pois deve ser realmente incrível assistir um show tão de perto e se sentir DENTRO do evento através do 3D. Sem dúvida esse é o futuro pois cada vez mais as pessoas vão esperar algo especial pois se tornará mais fácil para assistir o filme em casa, via download ou até mesmo o “tradicional” DVD.

Não lembrava de outro filme global ter sido tão badalado como esse.
Matérias em jornal, entrevistas na TV, várias premiers... Tive a sorte
de poder ir a uma delas, durante o lançamento da nova edição do livro
que deu origem ao filme, e agora posso passar-lhes a minha impressão do
filme. Um tanto quanto parcial, por motivos pessoais, confesso.

O filme conta a história de um jovem de classe média alta – João
Guilherme Estrella - que virou barão da cocaína no Rio de Janeiro nos
idos dos anos 90.

A estrutura é aquela típica de filme global: muito dinamismo, uma
suavizada nas piores cenas e uma boa dose de tiradas engraçadas. O filme
é ágil mesmo, não dá tempo para o telespectador se cansar. Alias nem é
possível. A história é impressionante, eletrizante. É incrível como
alguém pode se tornar um grande distribuidor de cocaína com uma
estrutura tão rudimentar. Carro velho, sem linha telefônica, apartamento
sem luz. Tudo era feito em esquema de camaradagem e nada de dinheiro era
poupado para investir no “negócio”. Não era uma empresa. Todo o dinheiro
era gasto em drogas e festanças.

Muitos criticam as tiradas engraçadas em algumas cenas do filme,
sobretudo aquelas dos piores momentos. Mas o João é assim. Ele é um cara
rápido de raciocínio, divertido. Basta ver algumas entrevistas para se
ter noção disso. E isso dá uma aliviada no tom pesado da história.
Afinal, a combinação drogas, festas, agito não tem nada de tranqüila,
certo?

O Selton Mello fez uma interpretação bem legal do João, totalmente
pessoal. Não houve laboratório, mas soube imprimir o tom do personagem.
Mas o que me marcou em termos de atuação no filme foi a interpretação
sensível e cuidadosa que a Julia Lemmertz fez da mãe do João, a Maria
Luiza. Ficou extremamente fiel, nos gestos sutis, no sorriso sem graça
de canto de boca, na voz doce.

Acho que é o tipo de filme que tem de ser visto. Vale a pena mesmo. Tem
finalidade didática para todos, mostrando como é a vida dentro do vício,
as conseqüências e sobretudo tem uma lição de vida importante: a de que
é possível dar a volta por cima. Sem dever nada à Justiça e a ninguém.

E eu comprei o livro. Quero ler nas férias e ver de novo o filme ;) 

3:10 to YumaPara quem gosta de faroestes este é uma excelente pedida. Tem conteúdo, visual ótimo e atuações brilhantes de Russel Crowe e Christian Bale.

O filme começa com as peripércias de  Ben Wade (Crowe) um ladrão sanguinário frio e calculista assaltando uma carruagem-blindada pagadora. Essa cena é para mostrar como ele é mal. Já nessa cena ele esbarra com o personagem de Bale, Dan Evans, um rancheiro de uma perna super endividado que quer apenas pegar seu gado de volta. Por motivos adversos, mais para frente no filme, Ben é capturado e Dan se voluntaria para ser um da escolta do ladrão até a cidade de Contention, onde ele terá que pegar o tal trem às 3:10 para a cidade de Yuma.

Este filme é uma refilmagem do clássico Galante e Sanguinário de 1957 mas com uma excelente roupagem. O diretor James Mangold (Walk the Line) consegue lidar com temas que nos dias de hoje poderiam soar bem pieguas; por que afinal não matam logo o bandido em vez de sofrer tanto para colocar o bandidão no raio do trem? Por que isso é o certo. Se não seguirmos regras, a sociedade deixa de existir pois cada um vai fazer a lei pelas próprias mãos. Isso só funciona pois os dois atores principais são excelentes, Crowe e Bale formam um dueto ótimo onde um tenta convencer o outro o tempo todo. Muito interessante mesmo. Destaque para Logan Lerman, que faz o papel de filho do Christian Bale.

Vale a pena assistir esse filme, que nem foi tão badalado.

Acreditem, levou mesmo todo esse tempo. Apesar de ser fanático por filme e ter investido pesado no meu equipamento em casa, eu estava mantendo uma certa distância do Blu-ray pois tinha receio ou de me decepcionar ou então ficar tão abismado que iria achar o que eu tenho uma porcaria.

Bem, acabei por comprar o meu primeiro filme Blu-ray e vocês devem estar se perguntando: “Peraí, você compra o filme e nem tem o equipamento?” Pois é, sempre fui assim meio diferente. Gosto de comprar sempre um filme muito importante para mim quando adopto um formato. O meu primeiro VHS foi Guerra Nas Estrelas, o meu DVD (não tinha sequer aparelho ainda) foi Matrix e quando vi na loja um disco Blu-Ray do Drácula de Coppolla, versão especial, não resisti e comprei. De primeira já digo que o disco é mais caro que os DVDs tradicionais mas nem é tanto assim, custa uns 5 dólares a mais. Na Amazon.com os discos estão por menos de 20 dólares, o que ajuda a comprar um disco de maior qualidade.

Logicamente tinha que assistir para ver a tão falada alta qualidade. Aproveitei que na casa do meu amigo em Chicago ele tinha uma big TV de LCD HD (High Definition) e um DVD Blu-Ray da LG BD-100 (que também toca HD-DVD). Ele não tinha um home theater ainda  montado então não posso analisar o som em si.

A primeira observação que tive foi a demora em carregar o DVD, não é algo instantâneo com o DVD tradicional mas mesmo assim me lembro que quando vi o DVD pela primeira vez, o tempo de carregamento era grandinho também mas no caso do Blu-Ray, cada mudança de opção de menu leva um tempo. Falando em menu, o do Drácula é estático mas com uma qualidade incrível. O filme é de 1992 e talvez por isso tenha ficado decepcionado com a qualidade de vídeo. Dá para ver os grãos da película, o que para os tradicionalistas deve ser o máximo mas esperava algo melhor, com uma remasterização espetacular, algo que não rolou. Se você levar em conta a capacidade do disco Blu-Ray, esperava-se mais. Para ver se realmente o problema era do filme ou do formato em si, peguei um DVD do meu amigo de um filme mais atual para testar (Flyboys de 2006). A diferença foi gritante. Os aviões pareciam sair da tela, com uma qualidade de cor e resolução inacreditáveis, mostrando todo o potencial.

Para quem não sabe, o Blu-ray é um formato de DVD de alta capacidade, o que permite ter mais informação em um disco, conseqüentemente oferecendo maior resolução de imagem (até 6x melhor que o tradicional) e som(permitindo dolby stereo 7.1), além de diversos extras em um disco apenas. Enquanto um disco de DVD normal permite um pouco menos de 9 gigas de informação, um Blu-ray permite um pouco menos de 50 gigas.

Um dos motivos que me freava investir no Blu-ray era a disputa de formatos entre este e o HD-DVD, outro formato de alta capacidade. Até pouco tempo, a maioria dos estúdios lançavam seus filmes em ambos os formatos mas ultimamente os estúdios tem se decidido por um formato ou pelo outro, além de empresas de computação. Essa semana a Warner anunciou que só vai lançar seus filmes no formato Blu-Ray, fazendo assim com que a proporção de vendas em Blu-ray seja de 2 para 1 comparado com o HD-DVD, isso antes do turn over da Warner.

Em termos técnicos, o Blu-ray tem mais potencial que o HD-DVD, oferecendo mais espaço (HD-DVD tem no máximo 30 gigas disponíveis) e tendo mais empresas por trás dando suporte, além da Warner a Sony (inventora do formato), Disney, Apple, Dell, Phillips sem dizer que a Blockbuster, maior rede de aluguel de filmes americana, anunciou há pouco que só vai oferecer discos Blu-ray e não HD-DVD para locação.

A minha conclusão foi que vou seguir a linha blu-ray em vez de HD-DVD mas sem nenhuma pressa. A Apple deve em breve anunciar a inclusão de blu-ray em sua linha de produtos e como planejo comprar um iMac para junho do ano que vem, vou começar a adicionar títulos blu-ray à minha coleção sem nenhuma pressa. A Amazon tem uma loja exclusiva para blu-ray que tem ótimas informações sobre High Definitition e a cNet postou um artigo ótimo artigo comparando os dois formatos.

Heartbreak KidTive uma overdose de filme durante o meu vôo de Chicago para Paris. O sistema de entretenimento de bordo é muito bom! Permitiu que eu assistisse 4 filmes seguidos! YES! :D Tudo bem que todos eram bem descartáveis mas pelo menos me manteve acordado durante toda a viagem.

Esse filme é mais um para o hall dos filmezinhos do Ben Stiller, legal mas ordinário. Na verdade este é dirigido pelos irmãos Farrelly, responsáveis pelo “Quem Quer Ficar Com Mary?”.   Esse filme está abaixo do grande sucesso dos irmãos mas, como todo os outros filmes de comédia, tem uma premissa legal; Eddie (Stiller) é um solteirão que vê os amigos casando e sente a pressão de ter uma esposa, com isso, ele acaba casando com uma mulher linda apenas 6 semanas depois de conhecê-la. Acontece que a gata mostra trocentos mil defeitos depois que coloca a aliança no dedo e a lua-de-mel não sai como imaginada por Eddie. Para piorar a situação, durante a lua-de-mel, Eddie conhece uma outra gata, por quem (rapidamente, diga-se de passagem) se apaixona.

O filme tem boas piadas, com certos exageros principalmente na quantidade de defeitos que a loira linda com que Eddie se casa tem mas ao mesmo tempo, não é uma comédia romântica previsível, é sim uma comédia mais para o estilo escrachada mas sem exageros.

Um filme totalmente descartável, ótimo mesmo para entretenimento de bordo de um vôo.