October 2007
Monthly Archive
Thu 25 Oct 2007
Escrito por Erick Pessôa em
Seriados[3] Comentários
Assisti esse seriado depois de recomendado pelo amigo blogueiro Gustavo do blog Outros Olhos como um mix de Amelie Poulain e Tim Burton. Ora, com uma dica dessas, não pude deixar de ver ao menos o piloto.
Realmente a descrição é perfeita! O seriado lembra muito o estilo do filme Peixe Grande do Tim Burton, com aqueles absurdos meio macabros mas bem colorido e com um toque irônico. A série gira em torno de Ned, um “torteiro” que descobre ter o poder de trazer os mortos de volta com apenas um toque. Acontece que tem um porém (na verdade, 2) se a pessoa (ou bicho) ficar vivo por mais de 1 minuto, outra pessoa (ou bicho) deverá morrer em seu lugar. Como se isso não bastasse, caso ele toque de novo no morto que ele ressucitou, este bate as botas de vez e não tem como voltar mais. Ned usa esse dom para fazer tortas, onde as frutas sempre estão frescas já que ele usa o dom dele quando estas estragam. Além disso, ele faz um bico como ajudante de um detetive particular que descobriu o seu poder; agora ele ressucita a vítima de um crime, pergunta quem é o responsável e depois o toca de novo.
Como podem ver acima, é bem louca a série. Tenho que dizer que o visual é incrível, com muitas cores, uma excelente trilha sonora e uma qualidade de cinema. Inclusive os dois primeiros episódios são dirigidos por Barry Sonnefeld, o diretor dos dois filmes dos Homens de Preto, Get Shorty e Família Adams.
Fica a dica de um seriado inovador e muito interessante!
Mon 22 Oct 2007
Escrito por Erick Pessôa em
MoviecastSem Comentários
Muita gente me pergunta do podcast e resolvi falar aqui deles. Modéstia à parte ficou muito bom, pelo menos falei pra caramba. Afinal de contas estou falando do meu filme predileto do ano, Tropa de Elite. Que filme é esse, nossa senhora.
Além dele falo do Superbad e também do Hairspray. Estão todos lá disponíveis no Moviecast.
Mon 22 Oct 2007
Escrito por Erick Pessôa em
DVD Área 1Sem Comentários
É muito difícil comentar esse filme sem estragar os filmes anteriores. Se tem uma franquia que tem seus filmes bem interligados, esse é a franquia de Jogos Mortais. Para aproveitar BEM essa franquia, tem que se assistir todos os filmes. Eu inclusive irei gravar neste fim-de-semana um especial com todos os 3 filmes em DVD e mais o IV que vai estrear no cinema.
Dos três, esse é o mais fraquinho. Sinto uma forçação de barra para justificar a história. Ainda existe aquele lance das mortes elaboradas e o final estilo Hitchcock mas não tão impressionante quanto os outros. Quero ver inclusive qual vai ser a história do IV pois o III não deixa muito margem para um filme.
O DVD em si é muito bom. Recheadíssimo de extras e tem a caixa maravilhosa, como os dois anteriores. Pena que isso apenas ocorre na versão americana. Comentarei mais dos extras no Podcast lá no moviecast.
Mon 22 Oct 2007
Escrito por Erick Pessôa em
Cinema[2] Comentários
Esse episódio está bem eclético; falo do melhor filme brasileiro (pelo menos) do ano, um musical e uma comédia. Demorei para subir este episódio mas vou logo avisando; falei pacas!
Sat 20 Oct 2007
Finalmente alguém pescou o que diverte todas as faixas etárias em filmes de adolescente. Nada da babaquice de cola no pinto de American Pie. O lance é mostrar como um adolescente realmente fala (cheio de palavrões), como o lance de amizade é forte e principalmente, como o sexo tem um fator predominante.
Da mesma patota que fez Virgem de 40 anos e Ligeiramente Grávidos, o filme é bem escrachado, bem estilo às comédias clássicas dos anos 80. A premissa é simples, dois grandes amigos, desde o jardim de infância, querem curtir as últimas festas que vão rolar no 3o ano do colegial. Como eles mesmos sabem que são nerds, querem participar de qualquer maneira, mesmo que seja embebedando as mulheres para que elas “errem” e transem com eles. Algo totalmente plausível e real.
Surge a oportunidade quando as meninas pedem para os amigos comprarem a bebida para a festa, lembrando que nos Estados Unidos só maior de 21 podem comprar bebidas.
Os atores Jonah Hill e Michael Cera (principalmente Jonah) que fazem o papel dos amigos nerds e exclusos estão perfeitos! Me identifiquei muito com Evan, talvez por isso eu me diverti tanto com o filme. O script de Seth Rogen (que começou a escrever o script com o amigo Evan Goldberg, viram a semelhança entre os personagens? Seth e Evan?
) está sendo escrito desde que o roteirista tinha apenas 13 anos, talvez por isso represente tão bem essa fase da vida de todo mundo. Inclusive o roteirsta faz um personagem hilário, um dos policiais loucos do filme.
É simplesmente uma comédia imperdível com 186 “fucks” dito ao longo do filme.
Tue 16 Oct 2007
Escrito por Erick Pessôa em
Aleatorio1 Comentário
Tem determinadas paixões juvenis que nunca se acabam, não é mesmo? Me lembro claramente quando vi Michelle Pfeiffer pela primeira vez nas telas em O Feitiço de Áquila. Filmáço que misturava fantasia, ação e uma pitada de comédia dirigida por Richard Donner (vou até escrever uma resenha sobre esse filme neste weekend para o Movieguide). Lá estava ela linda como Isabeau D’Anjou, amaldiçoada no corpo de uma águia durante o dia, tadinha. Depois disso lembro vagamente dela em Scarface, as Bruxas de Eastwick. e sua imagem me vem com força total em Batman Returns, dando uma bela lambida na cara do banana do Michael Keaton. Que homem de sorte! Logicamente não esqueci dela como a presa de Valmont (John Malkovich) em Ligações Perigosas (1988) mas ali ela estava com muita roupa, apesar de manter aquele olhar penetrante.
Passaram-se outros filmes – Mentes Perigosas, O Lobo como Jack Nicholson, Story of Us com o Bruce Willis, Época da Inocência e por aí vai até Eu sou Sam, onde fazia a advogada boazinha (hmmmm) que ajuda o personagem do Sean Penn. Depois disso ela ficou uns anos longe das telas para voltar em 2007 com força total.
Escrevo isso pois em 10 dias assisti nada menos que 3 filmes com ela presente! É uma verdadeira dádiva divina. Ela deve ser imortal pois parece que não envelheceu nenhum dia sequer! Na comédia romância Nunca é Tarde Para Amar ela até mesmo brinca com o lance de idade, falando que ninguém pode ter interesse em uma mulher de 46 anos (sendo que na vida real ela tem 49) mas ela está incrível e ainda usando mini-saias! Além disso tem a fantasia Stardust onde ela faz uma bruxa má e por último, o musical Hairspray, onde é a mãe (papel que está se tornando comum para ela) da menina má do filme.
Continue firme (hmmmm) assim, Michelle! A galera agradece.
Mon 15 Oct 2007
Escrito por Erick Pessôa em
OpiniãoSem Comentários
Já foi decidido desde setembro que “O Ano que Meus Pais Sairam de Férias” do Cao Hamburger. A maioria do povo ficou decepcionada pois todos contavam que Tropa de Elite fosse escolhido. Eu vi ambos os filmes e à primeiro momento fiquei frustradíssimo pois com certeza Tropa de Elite teve um grande impacto em mim, mais que o filme do Cao. A atuação de Wagner Moura é inacretivável, logicamente dando um banho em qualquer ator do “Ano”.
Hector Babenco, que fez parte do juri que decidiu o filme para representar o Brasil, argumentou que Tropa de Elite não seria o melhor pois precisa de uma narração em off para explicar o filme e é regionalista, só pessoas do Rio seriam capazes de realmente apreciar o filme. Oras, o ganhador do Oscar de melhor filme de 2000 foi Beleza Americana, do Sam Mendes que é praticamente todo narrado em off pelo Kevin Spacey e sobre o o fato do bairrismo, as bilheterias estão aí para provar; estima-se que 11 milhões de pessoas assistiram a versão pirata do filme e no fim-de-semana de estréia foram incríveis 178 mil espectadores entre Rio e São Paulo, 48% a mais do que A Grande Família (segundo o site Omelete) Update: Agora que estreou em circuito nacional (dia 12/10), 700 mil 1 milhão de pessoas já assistiram ao filme, tornando a terceira maior bilheteria nacional, perdendo apenas para A Grande Família (2,2 milhões de pessoas) e Primo Basílio (790 mil pessoas).
Gente, por favor, eu adorei O Ano que Meus Pais Saíram de Férias. Foi um filme aplaudido no festival de Berlim, um dos maiores festivais de cinema do mundo. Um dos críticos que formam o comitê que escolheu (me fugiu o nome dele) falou algo muito interessante: o filme de Cao Hamburger talvez tenha mais apelo para um Oscar de melhor filme estrangeiro que Tropa; é um filme com estrelado por criança (Hollywood adora), fala de forma metafórica de opressão (como A Vida é Bela, do “palhaço” italiano Begnini) e tem uma temática forte judaica (a Academia é quase toda judaica). Sendo assim, é verdade, temos uma boa chance com este filme.
Fãs da Tropa de Elite, não fiquei chateados! O filme foi comprado pelos irmãos Weistein que querem muito que o filme entre na premiação. Lembrem-se que Cidade de Deus não representou o Brasil para o prêmio de melhor filme estrangeiro e sim para melhor diretor, melhor montagem, melhor roteiro e melhor cinematografia. Imaginem se Wagner Moura concorra a melhor ator? Seria tudo de bom.
Mon 15 Oct 2007
Escrito por Erick Pessôa em
Opinião1 Comentário
Está na boca do povo, não tem jeito. E como tudo que se populariza, surgem milhares de intelectualóides analisando, dissecando, criticando ou enaltecendo, levando aos extremos o filme.
O filme foi simplesmente capa de trocentas revistas de circulação nacional de todas as áreas (SET de cinema, Carta Capital, Época e agora a Veja) pois várias pessoas de renome fizeram questão de comentar o filme e muitos deles malhando o filme. Inclusive me ficou gravado na memória os comentários do grande cineasta Hector Babenco justificando porque não tinha votado no filme para representar o Brasil no Oscar do ano que vem. De todos os comentários, os de Babenco foram os mais centrados, mesmo que eu discorde totalmente mas irei falar mais a frente sobre isso. O que me irrita solemente são os “fundamentalistas intelectuais”, ou seja, os extremistas que taxam o filme ou de facista ou de uma apologia à violência.
O que me estimulou muito a escrever aqui foi a excelente reportagem da Veja mostrando uma pesquisa que ela fez mostrando que a população sabe sim o que está acontecendo e não acha que o Capitão Nascimento é um personagem sem falhas, o herói perfeito mas isso não impede de todos nós acharmos que do jeito que está, os métodos que são apresentados no filme sejam veladamente aceitos para tentar dar ao menos uma resposta ao que está acontecendo, principalmente (e não somente) no Rio de Janeiro.
94% das pessoas entrevistadas pela Veja gostaram do filme. O fato de gostar do filme não necessariamente as colocam apoiando os métodos de tortura apresentado pelo filme já que 51% dos entrevistados não concordaram com os métodos. Interessante mesmo foi que 85% dos entrevistados concordaram com o Capt. Nascimento que o problema do tráfico é realmente de quem consome as drogas, algo que é o básico de qualquer lei de mercado; só existe oferta, se há demanda, oras.
Legal do artigo também é o lance de mostrar que bandido não é mocinho. Bandido é bandido e não segue regras. O BOPE no filme não segue regras? Tudo bem, mas por que então na hora que o traficante pergunta para os estudantes com quem eles estão, em vez da instituição estabelecida como a polícia eles preferem ficar com o tráfico? É uma inversão de valores que não pode ser real.
Do jeito que estamos, por um histórico no próprio cinema, enaltecemos o crime (vide Carandiru do próprio Babenco). O certo é você conseguir passar por uma blitz com uma trouxinha, entrar em uma boite com carteira de indentidade falsificada e ainda ficar tiririca da vida quando a polícia dá uma dura mas prontamente oferece-se um suborno para deixar em paz. Isso é o certo? O filme de Padilha – que de facista não tem nada, vide o filme dele Ônibus 174 onde ele critica claramente as instituições – apenas mostra o outro lado, o lado da polícia mal preparada e que realmente só tem três opções; se omite, se corrompe, ou vai para a guerra.
Não vejam o filme como se fosse uma tese sobre o Rio. É um filme de ficção! Tudo bem que é baseado em trocentos fatos reais mas não deixa de ser uma ficção. Vale sim a discussão que o filme levanta. O que queremos daqui para frente? O que podemos fazer para mudar? Ele toca na ferida tão fundo assim que pessoas pulam?
Parabéns mais uma vez para Padilha, que fez o maior filme desde a Retomada. Nenhum filme foi tão falado quanto esse. Nem Cidade de Deus do Fernando Meirelles.
Mon 15 Oct 2007
Sem dúvida o divertido desse filme é ver John Travolta como a matrona Edna, mãe da personagem principal Tracy. O filme é uma livre (mas nem tanto) refilmagem do grande diretor escatológico John Waters, ou melhor, é uma adaptação do musical que esse sim foi baseado no filme de Waters (ufa! que confusão).
Tracy é uma gordinha feliz com a sua silhueta rechonchuda. Ela quer é participar do programa de TV Corny Collins para dançar. Para se manter na moda, ela usa um cabelo que deve ter uns 30 centímetros de altura, graças à muito laquê (o hairspray do título). Só que logicamente a loirinha magrinha Amber não quer que isso role. Além disso, Tracy acaba por fazer amizade com negros, o que na cidade de Baltimore de 1960 é um absurdo pois o programa de TV é segregado, tendo apenas 1 dia por mês, conhecido como o Dia dos Negros.
O filme é recheado de estrelas. Além de Travolta, temos Amanda Bynes, Zac Efron, James Madsen, Michelle Pfeiffer e Christopher Walken. Mesmo tendo um ar despretencioso estilo Sessão da Tarde, tem mensagens interessantes contra o preconceito, uma pequena crítica às prioridades dos adolescentes (por várias vezes a personagem principal mostra que pouco está se lixando para a escola) e sobre a ditadura da beleza. Travolta é o mais diverte mas dá para sentir ele meio preso (talvez por causa da maquiagem pesada). É bem diferente por exemplo da Divine, travesti que interpretou Edna na versão de 1988.
Apenas uns comentariozinhos sobre o filme de 1988. Este não é um musical. Ele é mais ácido (como o diretor John Waters) nas críticas e incluem umas novas (aos beatniks, por exemplo) e tem mais escatologias, como um vestido cheio de baratas bordadas por exemplo. Outros desenvolvimentos são diferentes como por exemplo o cunho sexual; os amassos entre Tracy e Link são mais intensos e um pouco mais “violento” (no estilo Waters, sem sangue), já que teoricamente Link tem os joelhos quebrados em uma manifestação contra a segregação. Além de Divine, que interpreta Edna e o diretor da TV, como curiosidade podemos ver Sonny, o ex-marido de Cher no papel do pai da Amber.
Hairspray (2007) não é um filme hilário (inclusive tem piada sobre flatulência, o que me irrita solenemente) mas é divertidinho mas vale a pena ser visto por duas razões, Michelle Pfeiffer mais uma vez linda e ver John Travolta dançando, mesmo que seja como uma mulher gorda.
Sat 13 Oct 2007
Eu fui assistir esse filme mas estava deveras prejudicado (um dia que trabalhei pacas, curso de alemão, happy hour e ainda fui assistir a pré -estréia à meia noite). Aí já viu né? Dormi no final. Como não poderia deixar de ter algo postado, pedi para a minha grande amiga Deds escrever sobre o filme. Aqui vai! – Erick Pessôa
O filme é um retrato muito bem feito da vida da cantora. Tenha em mente, porém, que a vida desta intérprete foi triste, penosa, sofrida e o filme obviamente não poderia se afastar disso. O ritmo da película é lento, por vezes até mesmo cansativo. O cenário é sempre feito de cores escuras, sóbrias.
Quanto à estrutura do filme, busca-se intercalar passagens do início da vida da cantora com os momentos finais de sua vida até que se chegue no ponto final da sua última noite de vida. É difícil não verter algumas lágrimas, sobretudo com “Non, je ne regrete rien”, que a cantora tomou como uma “a musica de sua vida”.
A trilha sonora é linda para quem gosta do estilo, mas são músicas tristes, carregadas de sentimentos e muito profundas.Também não se pode deixar de falar da memorável e cuidadosa interpretação da protagonista, Marion Cotillard. Parece mesmo a Edith Piaf arrasada pelas drogas e pela vida difícil. Os gestos, as pausas, os trejeitos da cantora, estão todos lá.
Um trabalho magnífico mas definitivamente é um filme para quem tem curiosidade em conhecer mais sobre a vida de Piaf e não para aqueles que vão ao cinema com o lema “Cinema é a maior diversão” em mente, pois com certeza você sai mexido do filme.
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