September 2007
Monthly Archive
Sun 30 Sep 2007
É muito bom ser rico e famoso, acredito eu. Quentin Tarantino tem o poder de fazer o que bem entender (por enquanto, pelo menos). Tanto poder que me fez um filme de baixa qualidade propositalmente. Se ainda tivesse um bom roteiro, ainda vai mas nem isso. É apenas um pretexto para o Tarantino brincar de filme B, cheio de violência, sangue e mulher gostosa. Tudo bem, nada contra esses elementos mas a brincadeira seria ver os dois filmes, esse e o do Robert Rodriguez com Planeta do Terror. Aqui e no resto do mundo vamos ver separadamente.
A história é de um cara que tem um carro possante e gosta de matar, ponto. Bota um bando de desbocadas gostosas e ponto. Ele incorporou até os defeitos que rolam nas sessões à tarde do cinema como filme arranhado, perda de cor, cortes sem sentido e isso pode ser até divertidinho mas fica chato quando você está assistindo o filme e nao apenas curtindo a “experiência”.
Tarantino tá devendo um bom filme. Kill Bill foi bem mais ou menos e ele ainda não conseguiu repetir o sucesso de Pulp Fiction.
Sun 30 Sep 2007
Antes de mais nada, muito legal a promoção do Festival do Rio em oferecer ingressos à R$ 2,00 para estréias de filmes nacionais no OdeonBR, isso ao menos derruba a teoria que cinema é caro. Logicamente os filmes que entram nessa promoção (pelo menos até agora), tem pouquíssimo apelo comercial. Deserto Feliz não foge à regra. Mesmo tendo sido aclamado em Gramado, é um filme sem qualquer apelo comercial.
O filme é todo metido a artístico, com planos seqüências (aqueles sem cortes) sem qualquer sentido a não ser cansar o espectador. Pouquíssimo diálogos, atores fracos, poucos cenários e com direito até câmera até fora de foco. Tudo isso para retratar (mais uma vez, pela nonanézima vez) a prostituição infantil no nordeste brasileiro, mais precisamente, Pernambuco. A protagonista fala apenas umas 20 frases o filme todo e entre ela cantarola a mesma música 4 vezes. É tão frio o filme que em nenhum momento você sente alguma coisa pela protagonista, seja raiva, tristeza, alegria. Nenhuma conexão! Só dá raiva mesmo por se sentir enganado em estar ali assistindo pois como foi bem observado pela minha amiga, é um curta-metragem que foi esticado.
Sat 29 Sep 2007
Filme bem legalzinho e descompromissado. Michelle Pfeiffer está linda como sempre, parece que não envelhece e brinca muito com isso ao longo do filme já que a história é exatamente uma mulher mais velha saindo com um cara 10 anos mais novo. Além disso, ela tem que lidar com o ex-marido que se acha jovem e a filha que está descobrindo o amor.
Junto com Pfeiffer, Paul Rudd, que já fez pontas no seriado Friends e participou do filme Virgem de 40 anos, faz um papel legal mas que poderia ser feito por qualquer um bonito. O roteiro é legal pois critica um pouco de tudo; a ditadura da beleza (com uma seqüência de abertura que choca um pouco), a relação de uma mulher mais velha com um cara mais novo e também as produções de TV, mostrando que reality shows são pragas em todos os lugares do mundo.
É bem legal o enredo e bem verídico, viu? Vale como um bom entretenimento que arranca alguns sorrisos mas nada de espetacular. Vale por ver a Michelle Pfeiffer de mini-saia ainda batendo um bolão.
Sat 22 Sep 2007
Um dos melhores filmes brasileiros desde o início da Retomada. A coroação do sucesso underground deste filme que há meses está em todos as bancas de camelô do Brasil foi a abertura do festival do Rio de Cinema e foi ovacionado, aplaudido de pé. E sinceramente não merecia menos que isso.
Wagner Moura mais uma vez nos dá uma atuação incrível no papel do personagem principal e narrador Capitão Nascimento. Além dele Caio Junqueira também está muito bem nesta história que o mocinho não segue às leis mesmo quando ele teria que seguir. Vou falar mais sobre esse filme no Episódio 21 do Moviecast pois aqui não tem espaço para eu falar tudo o que gostaria.
Esse filme TEM que nos representar no Oscar do ano que vem. É o mínimo que ele merece. E se você assistiu ele pirata e gostou, vá ao cinema quando ele estrear dia 12 pois dizem que tem cenas à mais e principalmente para ajudar o cinema. É muito fácil criticar que só tem filme ruim brasileiro mas quando sai um bom não vamos apoiá-lo?
Wed 19 Sep 2007
Escrito por Erick Pessôa em
FestivaisSem Comentários
Eu vi esse filme do badalado Park Chan-Wok, diretor da trilogia da Vingança (entre eles, Oldboy) lá no festival de Berlim em fevereiro. Eu estava super animado para assistir pois adorei os 3 filmes da trilogia, em especial o último, Lady Vingança. Já sabia que era um pouco para a comédia mas ainda esperava a qualidade da direção de Park.
A história é uma bomba. O filme se passa em um manicômio onde uma mulher que acha que é um cyborg (e por isso não come comida, só pilha) encontra um cara que acha que rouba almas (mas se veste de coelho). Tem uma cena apenas de violência e o resto se arrasta em um roteiro bem confuso.
Como no Festival do Rio não se pode perder tempo, deixem esse filme para o final da lista e priorizem outros.
Tue 18 Sep 2007
Escrito por Erick Pessôa em
NotíciasSem Comentários
O festival do Rio está aí batendo na porta e como sempre com trocentos filmes ótimos e (logicamente) várias bombas também. Ao longo dessa semana irei comentar sobre alguns filmes que já vi por aí, principalmente no festival de Berlim, fevereiro deste ano. Fica a dica para o pessoal do Rio, não percam!
Mon 17 Sep 2007
Escrito por Erick Pessôa em
DVDs Área 4Sem Comentários
Resolvi desta vez falar de uma caixa. Achei que assim seria interessante pois tem um excelente preço e é do grande Jerry Lewis. Falo do Mensageiro Trapalhão, O Professor Aloprado e do O Otário.
Wed 5 Sep 2007
Escrito por Erick Pessôa em
DVD Área 1Sem Comentários
Uma boa ficção científica. Não fica naquele marasmo intelectual do O EnigmaHorizonte e nem é um filme de ação estilo Armaggedon ou algo do gênero. A premissa é sempre a mesma; a humanidade está em vias de extinção e apenas um grupo seleto de militares/cientistas são capazes de salvar a Terra. O que diferencia (mas nem tanto) este filme dos outros é a equipe envolvida. Dirigido pelo excelente Danny Boyle (28 dias, Trainspotting) com Cillian Murphy (Batman Returns, 28 dias) no papel principal, o filme gira em torno da espaçonave Icarus II, que tem que ir ao Sol para reativá-lo pois este está morrendo e a humanidade com ele.
Logicamente a viagem não transcorre como planejado e problemas começam a rolar. Aí que entra o diferencial, Boyle não se prende à um visual comum e utiliza efeitos para mostrar perspectivas diferenciadas dos personagens, além de um bom equilíbrio entre os momentos de reflexão com os momentos de intensa ação. Nem preciso dizer que os efeitos especiais são ótimos. De qualquer maneira, nada de incrível, apenas interessante o filme.