DVD Área 4


i_love_you_beth_cooperCapitaneado pela eterna cheerleader do seriado Heroes Hayden Panettiere, esse é o típico filme de adolescente e que um dia será repetido trocentas vezes na Sessão da Tarde, do qual o diretor Chris Columbus (Esqueceram de Mim)

Sempre mais do mesmo, aqui temos o Nerd Denis Cooverman que, por ser o paraninfo da turma, durante o seu discurso ele me vira e fala que ama Beth Cooper, a capitã (ó surpresa) das cheerleaders e uma das meninas mais bonitas da escola. O pequeno detalhe; ele nunca falou com ela durante todos os seus anos de segundo grau e ela tem um namorado mais velho que já é do exército.

Todos os elementos típicos dessas comédias estão presentes, como o melhor amigo que funciona como grilo-falante falando sem parar e meio que funcionando como consciência. As fugas dos fortões, as festas e a menina linda que adora provocar o nerd.

Mesmo usando sempre a receita de sempre não quer dizer que o filme não seja divertido. Eu curti muito a cena onde ele usa um sabre-de-luz para se defender. Mais triste ainda é saber que eu tenho um sabre-de-luz como aquele. Falando nisso, Paul Rust é O nerd, não tem como negar que a sua aparência é perfeita para o papel. Além disso, há uns lampejos no roteiro que fazem valer a pena assistir até o final. Dennis faz o que faz por saber que talvez ele nunca mais veja Beth. Ele é nerd e não quer mudar. Ele apenas não quer passar a vida sem que Beth sequer saiba o que ele sentia por ela. Além disso, volta e meia ele solta uma boa fala. Isso não impede que ele tenha aquelas atitudes quase Sheldon do seriado The Big Bang Theory, quando começa a corrigir cientificamente os outros.

Esse é um bom filme para ser visto no avião, sala de espera ou então, se você já viu todos os filmes da locadora. Se você curte esses filmes de formatura, aí está mais um para a sua coleção.

you_dont_mess_with_the_zohan_ver2Nem vou perder muito o meu tempo comentando este filme do Adam Sandler.

A história trata do agente do Mossad (serviço secreto israelense) Zohan, que é um indivíduo sobre humano na luta contra terroristas mas na verdade o sonho dele foi sempre ser cabelereiro. Para isso ele vai para o Estados Unidos e oferece sexo junto com seus serviços, principalmente para as velhinhas. Mas o passado o persegue e com isso ele tem que lutar novamente contra terroristas.

Já pelo trailer vi quye seria uma porcaria. Qual é a graça de aparecer um terceiro pé para chutar um cara? Mas insisti pois tenho um grande amigo israelense e achei que poderia assim ver um pouco mais do país. Realmente no início aparece um pouco as praias israelense mas o sofrimento de ver tudo altamente exagerado, com Adam Sandler parecendo um super humano. Por favor, onde é engraçado ter grande volume entre as pernas? Eu acho caidíssimo.

Tudo bem, tenho uma certa implicância com o Adam Sandler. Acho a maioria dos filmes dele sem graça alguma, com raras excessões mas por favor, fazer uma comédia pastelão e ainda inserir uma mensagem política de amizade entre árabes e judeus foi demais para mim. Não consegui rir de nenhuma piada do filme, no máximo sorrir com a linha direta para o Hamas e olhe lá (que aparece no trailer).

Só assista se for muito fã de Sandler. Se estiver procurando uma comédia apenas pelo gênero, tem outras bem melhores.

slumdog millionaireFazia tempo que eu não torcia tanto por um personagem no clímax final de um filme. Desde a primeira cena, onde aparece um texto pergutando ao espectador como um favelado consegue chegar ao topo de um programa de auditório, cortando dali para uma cena de tortura em uma delegacia prende a atenção do início ao fim.

Pois é, este é o filme. Um jovem favelado indiano, sem instrução que participa de um programa estilo Show do Milhão indiano. Acontece que ele chega até a última pergunta e aí ele é preso e torturado para confessar como conseguiu isso sem ter uma educação formal. Com isso, ele começa a contar a história de sua vida e como ele, o irmão e uma amiga de infância, e como é dura a vida de orfão nas ruas de Mumbai ao mesmo tempo que vai mostrando que sua história de vida que na verdade forneceu as respostas para todas as perguntas até aquele ponto.

O filme é excelentemente dirigido por Danny Boyle (Trainspotting, A Ilha, 28 dias Extermínio) em um ritmo que alterna com os dias de hoje e o passado do personagem principal. O filme tem um toque de Cidade de Deus mas o astral é mais para cima, mesmo nas situações mais tristes, não sei. Existe uma esperança sempre no ar, diferente do filme brasileiro.

Tudo no filme encaixa muito bem. O roteiro é ótimo, as atuações são perfeitas, a fotografia indiana é um brinde aos olhos e até a trilha sonora é deliciosa. Sem dúvida um dos filmes do ano e por enquanto o que estarei torcendo nos Oscars. Inclusive, já levou várias estatuetas do BAFTA,  o “Oscar” britânico.

The ClashSempre me amarrei nas músicas punks dos idos dos anos 70, início dos 80. Além de Sex Pistols, com certeza o The Clash é uma das bandas que mais me amarrava. Quando vi que tinha um documentário sobre a vida de seu vocalista e personalidade Joe Strummer fiquei interessado. Quando vi que o diretor era Julien Temple, diretor do documentário de 2000 sobre o Sex Pistols e responsável pela cacofonia visual do filme Rock N’Roll Swindle de 1980.

O filme força uma barra meio punk e acho que estou ficando velho para essa estética então foi um pouco cansativo mas em termos de história do Joe Strummer, desde a infância até a sua morte, que no final é o que interessa. Tem bastante imagem de arquivo da banda e seus shows e todo mundo relevante da vida de Strummer fala, inclusive os ex-integrantes do The Clash. Além disso personalidades como Bono Vox falam sobre a influência do Clash na música e na vida daquela juventude.

O que curti do documentário foi o fato de Temple não ser parcial e dourar a vida de Strummer. Pelo contrário, ele mostra como Strummer, de uma hora para outra, deixou de lado os amigos hippies , chegando à virar a cara na rua, quando se juntou com o movimento punk, por exemplo. Temple deixa você livre para fazer o julgamento que você quiser da vida de Strummer, mesmo que, obviamente, 99,5% dos depoimentos sejam enaltecendo-o.

É um filme quase exclusivamente para os fãs do The Clash. Não é altamente didático mas se você como eu, curtia as músicas, é interessante mas longo, se prepare para boiar em algumas partes mas ao menos verá um documentário de qualidade, mesmo que seja morno.

Mamma MiaMusical é para ser levado à sério? Essa é a primeira pergunta que faço. A segunda é; quando fazem um musical baseado em grandes sucessos de uma banda, você vai assistir porque curte a música ou quer ver algo totalmente inovador e diferente?

Para mim existe uma grande diferença entre um filme alegre e descompromissado e um filme idiota sem qualquer sentido.

Bem, vamos começar do começo. Eu nunca fui fã de ABBA mas logicamente, como qualquer pessoa que curte música, inevitavelmente conhecia alguns hits deles como Dancing Queen, Fernando, The Winner Takes it All e Waterloo. Quando visitei Estocolmo agora neste ano que passou, por coincidência o elenco original (de Londres) do musical Mamma Mia! estava lá para fazer uma semana de apresentação especial. Oras, para mim era inevitável ir assistir. Era como visitar o Rio de Janeiro e não ir a uma quadra de escola de samba, mesmo que você não seja super fã de samba. Depois do musical, entrei em uma fase ABBA total. No musical, os atores não tentavam interpretar a música, eles simplesmente cantavam e mesmo quando os arranjos eram um pouco diferente, eles cantavam com extrema qualidade. A história na peça é a mesma do filme mas como é um espaço limitado e praticamente todos estão ali na verdade para ouvir os sucessos, a história é o de menos e mesmo assim dá para dar umas risadas.

A história começa com a preparação para o casamento de Sophie, uma jovem que aproveita a ocasião para tentar descobrir o seu pai, já que sua mãe nunca contou para ela. Sua idéia brilhante é mandar convites para três homens que tiveram relações sexuais com sua mãe na época de sua possível concepção. Claro que todos eles aparecem e a partir daí começa a confusão envolvendo Sophie, sua mãe Donna, os três possíveis pais e mais duas amigas de Donna.

O filme já começa com uma grande desvantagem; não é ao vivo. O poder da música ao vivo é totalmente diferente. Tanto é verdade que até hoje vamos à shows de grandes bandas mesmo quando temos um super som em casa. Isso já gera uma pressão enorme no filme. Pelo o que entendi, o produtor tentou compensar isso com a escalação de um elenco de estrelas, como Maryl Streep e Pierce Brosnan. Aí entra o segundo e grande erro; eles não são cantores e sim atores! Enquanto na peça todos têm uma voz incrível e ainda atuam, no filme só tem a atuação. Por melhor que Meryl Streep cante, ela fica interpretando as músicas como se fosse uma cena para o Oscar. Isso acaba com o clima da música.

Para descolar da peça, a equipe toda foi à Grécia filmar as cenas externas, enquanto as internas foram filmadas no Reino Unido mas o enredo em si não segura o filme e tem certas coisas que não dá. Por favor, alguém pede para o Pierce Brosnan ficar de camisa e parar de cantar? Não dá de jeito nenhum para levar à sério e também não é uma comédia pois não tem piadas ou seja, fica perdido. Mesmo assim foi a maior bilheteria britânica de todos os tempos, batendo até Titanic (1997). Vai entender….

Posso me considerar agora um apreciador de ABBA (fã não hein?) e esse filme é morte para mim. Chato, não faz jus às músicas e totalmente infantilóide.

image002.jpgA partir de abril, chega às locadoras a aguardada quarta temporada de “Lost”, um dos seriados de maior sucesso da TV americana. A novidade é que esta temporada será lançada em DVD mais cedo do que nunca – com exclusividade para as locadoras. Serão 13 episódios, divididos em seis discos. A cada 15 dias, chegam dois capítulos inéditos para locação. No dia 23 de abril, por exemplo, o consumidor já poderá alugar o disco 1, que traz os episódios 1 e 2. Os demais discos têm lançamento nos dias 7 de maio, 21 de maio, 4 de junho, 18 de junho e 2 de julho. Exibido em mais de 70 países, “Lost” ganhou fãs no mundo inteiro ao iniciar a trama com um acidente de um avião, que saiu de Sydney, na Austrália, com destino a Los Angeles, nos EUA, e caiu numa misteriosa ilha tropical em algum lugar do Oceano Pacífico. Estima-se que o primeiro episódio da quarta temporada tenha sido visto por 16 milhões de pessoas.

a_l_interieur0.jpgLançado no festival de Cannes e em outros festivais em 2007, veio para o DVD no Brasil antes de qualquer outro pais, A Invasora consegue manter uma história plausível e misturar o clássico terror trash e o rítmo fílmico françes.

O filme mostra a última noite de Sarah antes do nascimento de seu filho. Os dois sobreviveram qual Sarah estava no meio da gravidez a um terrível acidente de automovel e isso deixa Sarah ainda mais preocupada nesta noite. A preocupação faz sentido quando uma estranha visitante entra na casa de Sarah naquela madrugada e transforma a paz do cinema frances no suspense alucinado do trash com direito litros de sangue, porém mantendo o rumo da história afinado.

Com uma fotografia bastante apurada, uma trilha sonora sutil e marcante e um final surpreendente, A Invasora entra na lista de filmes de terror estrangeiros fazendo o seu papel, junto com os asiáticos e os novos espanhóis também bastante interessantes no gênero terror.

Para fãs do gênero e mesmo para os interessados num tema mais macabro e com estomago forte, vale a pena,

Uma grata surpresa! O ator Liev Schreiber estréia como diretor e roteirista com este filme. Vc deve conhecê-lo do filme Pânico 2 e Mandichurian Candidate (ele era o candidato a presidentte que Denzel Washington tentava salvar). Neste filme Elijah “Frodo” Wood interpreta um esquisitão que coleciona coisas da família que após a morte da sua avó resolve ir à Ucrânia procurar a pessoa que salvou seu avô dos nazistas. Para isso ele contrata um tradutor e guia ucraniano especializado em levar judeus às suas origens. Mesmo tendo essa premissa relativamente séria, é muito divertido ver o choque cultural entre o americano e o guia ucraniano. O filme consegue equilibrar muito bem a comédia com a mensagem séria do filme. Pode-se dizer que o guia é um parente próximo do Borat já que o jeito que ele fala e as coisas que ele fala são muito parecidos.  A fotografia do filme também é linda!

Outro destaque vai para a incrível trilha sonora. Divertidíssima com as músicas ucranianas ditando bem o sentimento de cada cena. É um must have sem dúvida.  Elijah Wood está bem como o geek colecionador com óculos fundo de garrafa.  O DVD brasileiro vem com o trailer e 5 cenas cortadas mas muito bem finalizadas, vale dar uma conferida neste filme.

Esse é o filme para se assistir com a patroa. Bem produzido pelos irmãos Scott, Ridley do Gladiador e Tony, do recente Deja-Vu. Quem dirige é o mesmo diretor do clássico “romântico-comédia-arco-e-flecha” Robin Hood. Kevin Reynolds leva a história sem sustos também sem grandes emoções. Ao contrário da maioria dos filmes medievais, este está realmente concentrado na clássica história de amor impossível entre Tristão, vivido pelo amigo do Homem-Aranha James “Harry Osborn” Franco e pela Sophia Myles. Até que ele está bem, mostrando a dor do amor impossível. Destaque mesmo vai para as locações que são lindas! Vou checar se é mesmo na Irlanda, onde normalmente hollywood sempre filme épicos medievais. Vale a pena ser visto.