DVD Área 1


Sem edição, sem vinheta, sem imagem e sem nada mas com conteúdo. :) Estou ainda sem computador mas queria falar um pouco sobre cinema e escolhi esse filme não muito badalado mas bem divertido.

   

Love GuruFazia tempo que não via um filme tão ruim. Mas ruim mesmo. Assim, daqueles que nada, absolutamente nada se salva. Tudo bem que Mike Meyers nunca foi uma sumidade da comédia mas ele teve certos lampejos com Wayne’s World (que aqui foi ridiculamente traduzido para Quanto Mais Idiota Melhor – 1992) e curtia muito ele no Saturday Night Live mas desde o terceiro Austin Powers ele está descendo a ladeira.

Este filme porcaria conta a história de um guru capitalista que sonha em ser o novo Deepak Chopra, o mestre de livros de auto-ajuda e vê sua grande chance de sucesso ajudando um jogador de Hóquei no gelo que cai de rendimento depois que sua mulher o abandonou pelo goleiro do time adversário (ninguém menos que Justin Timberlake). Daí segue a história sem sentido algum.

O que me impressiona é o elenco do filme. Tudo bem, Justin Timberlake é novato, está querendo entrar no ramo então aceita essas coisas, como fazer um papel de um canadense chamado Jacques “LeCoq” Grande. Se você acha esse trocadilho infeliz, fica tranqüilo; tem vários pelo filme, todos altamente sem graça. Agora Jessica Alba? Ben Kingsley? Realmente neste caso o dinheiro deve ter sido bom. Mas bom mesmo pois um ator que fez o papel de Gandhi interpretar um guru indiano vesgo que aparece fazendo xixi em um pote é demais para mim.

Não sei o que posso mais falar do filme. Não tem sentido, não tem conteúdo, não tem nada. Algumas músicas boazinhas e só. Posso listar, por outro lado, várias iditioces sem graça, como um jantar romântico onde o prato principal gira todo ao redor do tema pênis. Fica nisso por uns bons 10 minutos. Outra coisa, agora todo filme do Mike Meyers tem que ter o ator-anão Verner “Mini Me” Troy? Ele como técnico do filme de Hóquei no Gelo foi dose. Sei lá. Não tenho mais o que dizer além de lamentar ter perdido 87 minutos da minha vida vendo isso.

Se alguém aí assistiu esse filme e gostou de alguma piada, por favor, me diga que juro que vou tentar ver de novo só para ver se sou eu que estou azedo demais mas sinceramente é um filme totalmente dispensável, bem porcaria.

Indiana Jones IVMeu Deus! Quanta expecitativa para ver esse filme! Depois de Star Wars, tenho certeza que não tinha outro filme que eu esperava mais que a continuação de Indiana Jones. Ao mesmo tempo, tinha medo de ser decepcionante como foi assistir a trilogia nova de Star Wars que o Sr. Lucas conseguiu frustrar todo e qualquer fã ardoso. Vale lembrar que o mesmo Lucas é o criador do personagem Indy e é o produtor executivo. Viria aí uma nova decepção?

Graças à Deus, não!

A essência do que fez a franquia Jones única está toda presente. Aparentemente Spielberg segura a onda do Lucas em querer explicar tudo o tempo todo. Desde à primeira cena, com o logo da Paramount transpondo para um cenário com o mesmo formato, como em Caçadores da Arca Perdida. Nossa, foi uma viagem no tempo. Quando Harrison Ford aparece, quer dizer, sua silhueta, colocando o seu chapéu, deu vontade de bater palmas, ainda mais sob a trilha sonora inesquecível de John Williams.

A linha temporal foi seguida. Sendo que agora Dr. Jones está mais velho e está mais dedicado ao meio acadêmico, curtindo a vida como herói da II Guerra Mundial. Em 1957 os inimigos mudaram; em vez dos nazistas, agora são os russos o adversário a ser batido, assim como as ameaças e objetivos foram atualizados para tal década. Enquanto durante a II Guerra os nazistas buscavam artefactos bíblicos para ganhar o conflito, os russos buscam a tal caveira de cristal do título para assim contrabalançar o poderio atômico americano. Além disso, a caça ao comunismo e o interesse por alienígenas, algo presente em 9 entre 10 filmes B daquela época.

Ford está melhor do que nunca. Parece que nunca perdeu aquele jeitão desleixado e agora mais envelhecido, o ar sem paciência está presente o tempo todo. Como não tem mais o pique de antes, neste filme conta com a ajuda de Mutt, um jovem rebelde (Shia LaBeouf, sensação do momento) que tem  surge em cena em uma clara homenagem à Marlon Brando no filme Wild One (1953). Apresentado os personagens (inclusive Cate Blanchet como uma bela vilã russa) o filme engrena aquele estilo clássico de matine dos anos 50 que inspirou todos os filmes,

O receio de ter alienígenas não se concretizou, pelo menos não de forma direta. O que incomodou um pouco foram certas cenas que quebram o encanto daquele “absrudo real” que sempre foi inerente  à série. Por favor, Tarzan foi um pouco demais. Tirando isso, o filme foi melhor que eu esperava e ainda teve um final gancho para um possível quinto filme.

É isso aí. Leve seus filhos e mostre quem foi realmente um herói de ação e mostre por que você, mesmo que por um breve momento, cogitou fazer faculdade de arqueologia.

Across the UniverseVocê é fã dos Beatles? Você curte musical? Não viu esse filme? Tsc, está perdendo. Mas fique tranquilo, eu também perdi. Se não fosse a dica da grande-pequena Yumi, eu nem teria tomado conhecimento já que ele passou como um relâmpago pelo cinema aqui.

A história é muito bem bolada, a roteirista/diretora Julie Taymor usou por volta de 30 músicas dos Beatles para contar uma história de amor entre o inglês de Liverpool Jude e a americana Lucy. Além da história dos dois, Taymor também abrange a história americana entre 1963-1969.

Para um fã de Beatles, o filme tem centenas de referências, desde o logo da gravadora Apple até pequenas ações dos atores que remetem à músicas dos Beatles, como os nomes dos personagens, Jude, Lucy, Prudence, Max e etc. Como musical, é excelente! As músicas dos Beatles são por si só maravilhosas e estão perfeitamente encaixadas no contexto do filme, servindo para contar uma boa história de amor. Ajuda muito também as ótimas vozes dos protagonista, principalmente Evan Rachel Wood (Lucy).

A diretora aproveita o psicodelismo da época em voga no filme e também as músicas cheia de metáforas (afinal, quem é o Walrus do I’m the Walrus?) o filme tem altas cenas visuais e viajantes mas achei bem equilibrado com o resto do filme e não é uma constante no filme, o que para mim seria muito chato caso acontecesse, como foi no filme do Bob Dylan, I’m Not There.

A genialidade do filme fica no fato que Beatles é a inspiração e não o tema central. Taymor não tenta usar metáforas para explicar os Beatles e etc. O filme tem uma história de amor clara que o guia, como no caso do outro musical de sucesso, Moulin Rouge.

Para quem curte musicais, é imperdível, tão bom quanto Moulin Rouge.

capote.jpgComo estou duríssimo sem nenhum tostão, estou consumindo a minha própria coleção. Como tenho uns 20% não assistidos estou consumindo aos poucos e o DVD área 1 do Capote era um deles.

Philip Seymour Hoffman está impecável como Truman Capote e pode-se dizer isso pois Capote era uma pessoa única. Era nanicolino, altamente afeminado e tinha uma voz ridícula, além de se achar. Hoffman está tão bom que até ganhou o Oscar de melhor ator.

O filme trata apenas da pesquisa do livro A Sangue Frio e como Capote se envolveu desenvolvendo o que seria o primeiro romance de não-ficção.

É bem interessante ver como Truman era dissimulado e não media esforços para ficar famoso e publicar seu livro, usando até uma pseudo amizade que tinha com os assassinos, centro do livro que escrevia. O filme poderia ter descrito mais a vida de Capote já que ele era um mentiroso compulsivo, fica difícil saber o que era realidade e o que era ficção.

O DVD tem uma ótima qualidade mas faltou um making of contando mais da vida de Capote. Tem um curtinho com uns 8 minutos que joga uma luz para quem não é contemporâneo do escritor, considerado um dos maiores escritores americanos de todos os tempos.

Vale a pena ver o filme principalmente pela atuação de Hoffman!

saw_iii_ver2.jpgÉ muito difícil comentar esse filme sem estragar os filmes anteriores. Se tem uma franquia que tem seus filmes bem interligados, esse é a franquia de Jogos Mortais. Para aproveitar BEM essa franquia, tem que se assistir todos os filmes. Eu inclusive irei gravar neste fim-de-semana um especial com todos os 3 filmes em DVD e mais o IV que vai estrear no cinema.

Dos três, esse é o mais fraquinho. Sinto uma forçação de barra para justificar a história. Ainda existe aquele lance das mortes elaboradas e o final estilo Hitchcock mas não tão impressionante quanto os outros. Quero ver inclusive qual vai ser a história do IV pois o III não deixa muito margem para um filme.

O DVD em si é muito bom. Recheadíssimo de extras e tem a caixa maravilhosa, como os dois anteriores. Pena que isso apenas ocorre na versão americana. Comentarei mais dos extras no Podcast lá no moviecast.

sunshine_ver2.jpgUma boa ficção científica. Não fica naquele marasmo intelectual do O EnigmaHorizonte e nem é um filme de ação estilo Armaggedon ou algo do gênero. A premissa é sempre a mesma; a humanidade está em vias de extinção e apenas um grupo seleto de militares/cientistas são capazes de salvar a Terra. O que diferencia (mas nem tanto) este filme dos outros é a equipe envolvida. Dirigido pelo excelente Danny Boyle (28 dias, Trainspotting) com Cillian Murphy (Batman Returns, 28 dias) no papel principal, o filme gira em torno da espaçonave Icarus II, que tem que ir ao Sol para reativá-lo pois este está morrendo e a humanidade com ele.

Logicamente a viagem não transcorre como planejado e problemas começam a rolar. Aí que entra o diferencial, Boyle não se prende à um visual comum e utiliza efeitos para mostrar perspectivas diferenciadas dos personagens, além de um bom equilíbrio entre os momentos de reflexão com os momentos de intensa ação. Nem preciso dizer que os efeitos especiais são ótimos. De qualquer maneira, nada de incrível, apenas interessante o filme.

starter_for_ten.jpgMinha amiga Yumi me emprestou esse DVD pois ela sabe que sou fissurado em filmes que tocam a década de 80 e este é quase uma versão britânica do Clube dos 5 (breakfast club).  O filme conta a história de Brian Jackson (o excelente ator James McAvoy de O Último Rei da Escócia) que em 1985 deixa a cidadezinha litorânea onde viveu a vida toda para ir para a Universidade pois ele quer aprender mais e mais e mostra de forma direta sem fru-fru os choques culturais e as investidas dele nas meninas assim como tentando se alocar nos grupos que para ele é relevante. O legal é o fato que ele não tenta ser O Popular e sim apenas entrar no time de Conhecimento Gerais para disputar um programa de TV.

O roteiro é muito bom e adaptado de um livro de David Nicholls por ele mesmo. As situações tanto românticas como cômicas são naturais dos personagens e não forçadas, o que nos faz identificar mais e mais com eles. Destaque também é a trilha sonora recheada de músicas do The Cure (umas 4, 5 músicas clássicas), The Smiths, Psychedelic Furs e etc.

Fica aqui a dica para todos que curtem filmes que tocam de forma sutil e emocionante.

shortbus.jpgNossa, que lixo! Resolvi alugar um filme-cabeça com uma pitada de erotismo, sabe como é né? As vezes é bom ver uma sacanagem intelectualizada. Mas vou te contar, esse é uma bomba! A história é ridícula e apenas um pretexto para cenas de sexo explícito. Para se ter uma idéia a abertura é com um cara tentando fazer sexo oral nele mesmo. Por favor, né?

Não tenho nada contra relacionamentos homossexuais mas daí o  filme só ter cenas de sexo homossexual achei demais. A interpretação é fraquíssima, trilha sonora lixo e nem as cenas de sexo são boas o suficiente para ao menos dar o cunho artístico ao filme.

Passe longe deste filme.

Sixteen CandlesEstou em uma fase nostálgica da minha vida e seguindo a dica da minha amiga Yumi fui assistir esse filme que, acreditem, nunca tinha visto. De todos os filmes do mestre dos anos 80 John Hughes esse era o único que continuava inédito para mim e nem sei mesmo o porquê pois foi repetido diversas vezes na sessão da tarde.

O filme é ícone dos anos 80. Podemos ver direitinho como vários estereótipos sugiram em filmes futuros (o galã fortão que procura o amor, a menina hiper inteligente mas desajustada e o geek). Molly Ringwald está ótima no papel principal da menina que procura o primeiro grande amor e ao mesmo tempo está frustrada pois todos esqueceram do seu aniversário de 16 anos. Ao mesmo tempo ela é alvo das investidas do geek-mor da escola vivido pelo ótimo Anthony Michael Hall.

O filme é uma comédia aberta, com sonoplastia para expressar emoções e tudo mais o que é divertido mas ao mesmo tempo os diálogos são diretos e críveis! Sim, uma menina pode dar um fora daqueles no cara e também podemos fazer coisas idiotas como por exemplo preencher um questionário sobre sexo durante uma aula. Isso regado à muita música dos anos 80 faz com que o filme traga lágrimas aos olhos dos mais sensíveis trintões e divertido para os mais jovens.

Sempre tive uma grande queda pela Molly (talvez o cabelo vermelho em atraia) e acho o Anthony Michael Hall um grande ator (por que não engrenou na carreira?) Falta mesmo é um DVD carregado nos extras. Eu assisti um DVD chinfrim sem nada, muito frustrante.