Meu Deus! Quanta expecitativa para ver esse filme! Depois de Star Wars, tenho certeza que não tinha outro filme que eu esperava mais que a continuação de Indiana Jones. Ao mesmo tempo, tinha medo de ser decepcionante como foi assistir a trilogia nova de Star Wars que o Sr. Lucas conseguiu frustrar todo e qualquer fã ardoso. Vale lembrar que o mesmo Lucas é o criador do personagem Indy e é o produtor executivo. Viria aí uma nova decepção?
Graças à Deus, não!
A essência do que fez a franquia Jones única está toda presente. Aparentemente Spielberg segura a onda do Lucas em querer explicar tudo o tempo todo. Desde à primeira cena, com o logo da Paramount transpondo para um cenário com o mesmo formato, como em Caçadores da Arca Perdida. Nossa, foi uma viagem no tempo. Quando Harrison Ford aparece, quer dizer, sua silhueta, colocando o seu chapéu, deu vontade de bater palmas, ainda mais sob a trilha sonora inesquecível de John Williams.
A linha temporal foi seguida. Sendo que agora Dr. Jones está mais velho e está mais dedicado ao meio acadêmico, curtindo a vida como herói da II Guerra Mundial. Em 1957 os inimigos mudaram; em vez dos nazistas, agora são os russos o adversário a ser batido, assim como as ameaças e objetivos foram atualizados para tal década. Enquanto durante a II Guerra os nazistas buscavam artefactos bíblicos para ganhar o conflito, os russos buscam a tal caveira de cristal do título para assim contrabalançar o poderio atômico americano. Além disso, a caça ao comunismo e o interesse por alienígenas, algo presente em 9 entre 10 filmes B daquela época.
Ford está melhor do que nunca. Parece que nunca perdeu aquele jeitão desleixado e agora mais envelhecido, o ar sem paciência está presente o tempo todo. Como não tem mais o pique de antes, neste filme conta com a ajuda de Mutt, um jovem rebelde (Shia LaBeouf, sensação do momento) que tem surge em cena em uma clara homenagem à Marlon Brando no filme Wild One (1953). Apresentado os personagens (inclusive Cate Blanchet como uma bela vilã russa) o filme engrena aquele estilo clássico de matine dos anos 50 que inspirou todos os filmes,
O receio de ter alienígenas não se concretizou, pelo menos não de forma direta. O que incomodou um pouco foram certas cenas que quebram o encanto daquele “absrudo real” que sempre foi inerente à série. Por favor, Tarzan foi um pouco demais. Tirando isso, o filme foi melhor que eu esperava e ainda teve um final gancho para um possível quinto filme.
É isso aí. Leve seus filhos e mostre quem foi realmente um herói de ação e mostre por que você, mesmo que por um breve momento, cogitou fazer faculdade de arqueologia.