Cinemas


Ainda sem abertura e efeitos sonoros (maldito garageband que não me deixa abrir os arquivos antigos!!), aqui vai mais um moviecast nas coxas. :)

Como o importante é falar de cinema, aqui estão minhas opiniões sobre Up, animação mais recente da Pixar e Sede de Sangue, o filme de vampiro do cultuado diretor sul-coreano Choon Wook Park.

Digam o que acham de ambos.

Versão AAC –  

Versão MP3 –  

AustraliaUm filme sobre a Austrália feito por australianos mas para o público em geral. Tem que se tomar muito cuidado para não parecer um filme do Ministério do Turismo ou então ser um filme que quem não for australiano vai ficar boiando. Esse filme quase foi pelo primeiro caminho.

Com quase três horas de duração (165 minutos), chega até a ter uma pausa de 10 minutos para o banheiro. Essa pausa divide o filme claramente em duas partes; a introdução de personagens estereotipados onde, por exemplo, o personagem de Hugh Jackman sequer tem nome! É chamado de Drover (traduzindo livremente, tocador de boiada) o filme inteiro, mesmo depois que Lady Ashley (Nicole Kidman) já é bem, digamos assim, íntima dele.

O filme começa com uma narração em off de Nullah, uma criança mestiça de aproxidamente 12 anos, filho de mãe aborígene e pai branco, que renega o filho. Como mestiço, ele deve ser levado para uma missão católica onde deverá ser reeducado para “tirar a negritude dele” e assim ser treinado para servir. Nullah vive na fazenda de gado do marido de Lady Ashley (Kidman) que aborrecida pela demora do marido em voltar para Inglaterra, resolve ir até essa terra “perdida” para ver o que está acontecendo.
Chegando lá, é escoltada por Drover (Hugh Jackman), um cowboy especializado em tocar boiada e essencialmente freelancer. Acontece que o marido de Lady Ashley é assassinado e ela resolve então assumir o rancho e tocar sua boiada até a costa, onde será embarcada para surprir o exército com carne, já que a guerra está começando (1939 é o ano em que o filme começa). Aconece que King Carney, grande pecuarista australiano, não quer que isso aconteça pois quer comprar o rancho de Ashley e fará de tudo para impedí-la de chegar.

Qualquer semelhança com o … E o Vento Levou é a mais pura verdade. Baz Luhrmann fez mundos e fundos para que esse filme saísse do papel. Produziu, escreveu e dirigiu este filme sempre com a idéia que fosse o épico definitivo de seu país. Utilizou fórmulas do clássico de 1939 como o choque de classes dos protagonistas, uma questão racial por trás e até uma guerra de pano de fundo. Sem falar é claro nas cenas grandiosas e trilha sonora de épico.

Se a primeira parte do filme se perde no “lugar comum” apresentando os personagens e chegando a ser um pouco cansativa, a 2a parte do filme é bem mais interessante, mostrando a mudança do personagem de Kidman da frívola aristocrata britânica para uma “mãe” preocupada com seu filho ao mesmo tempo com as pessoas ao seu redor. O ritmo do filme também acelera um pouco, deixando de lado a preocupação constante de grandiosas imagens das paisagens australianas (fique calmo, ainda tem na 2a parte mas pelo menos não é mais o tema central) e a trama se torna mais densa. O grande deslize do filme é a maneira com que trata a discriminação racial que os aborígenes sofreram. Ao mesmo tempo que critica veemente através dos personagens de Kidman e Jackman a discriminação que humilha os aborígenes, deixa a entender que eles têm poderes mágicos, podendo se tornar invisíveis ou estar presentes em todos os lugares. Oras, isso não deixa de ser uma forma de discriminação, tentando agora colocá-los acima de todos nós. Por que não ser apenas iguais, com cultura diferente? Isso é uma falha pois em certos momentos do filme, se tais “poderes” existem, eles bem que poderiam ter sido usados para poupar vários sofrimentos.

Luhrmann não poupa na cinematografia que realmente é maravilhosa. Ao mesmo tempo, mostra toda sua habilidade em close ups com uma das mais belas e sensuais cenas de beijos que já vi. A dedicação de Kidman ao projeto também é clara. Ela foi a responsável por Jackman participar deste filme, e aceitou participar do filme sem sequer ler o script. Todo o elenco está ótimo, inclusive o estreante Brandon Walters, como o “protagonista” do filme.

Talvez não tenha o impacto que … E o Vento Levou teve para o cinema mas é um épico que emociona e agrada, se você conseguir não ficar aborrecido com a primeira parte.

babylon_ad_ver2Copiar pedaços de filmes famosos quase sempre dá besteira. Nem contratando um diretor cult francês e um elenco internacional soluciona um roteiro porcaria como esse. De qualquer maneira, já estava esperando uma bomba. Antes de ser lançado, o diretor Matthieu Kassovitz recomendou às pessoas a NÃO assistir o filme pois este tinha sido todo modificado pelo estúdio e teve 70 minutos cortados da edição que chegou até nós. Oras, se o próprio diretor do filme fala isso, por que fui insistir, não?

O que sobrou foi uma colcha de retalhos insipirado no livro Babylon Babies do francês Maurice Georges Dantec conta a missão do (no livro diz) mercenário sérvio de um nome só Toorop escoltar uma “freira” (a bela Michelle Yeoh) e a jovem Aurora da Rússia à Nova Iorque. Logicamente a menina não é o que parece ser; talvez ela carregue um vírus mortal, talvez ela seja uma sumidade de inteligência, ou talvez ela carregue o novo messias na barriga. É muito talvez que não é explicado direito no filme. O filme tem um dos finais mais ridículos e relâmpagos que já vi. Muita pretenção para um filme que abre com um monólogo do Vin Diesel já dizendo que vai morrer. Tirando o design de cenário, que lembra muito Blade Runner, o filme não tem um roteiro que convence (adaptado pelo próprio Kassovitz), não tem ação descente e nem cenas de amor para pelo menos agradar alguns tarados de plantão.

O final é uma atração à parte. Depois de levantar várias suposições, o filme simplesmente acaba, com duas cenas entre fade ins e fades outs não explicando nada, só mostrando uns personagens e pronto. Reclamamos tanto dos filmes americanos que explicam tudo e não nos fazem pensar, este aqui faz exatamente o contrário, reslolve não explicar nada, deixar a gente no ar.

Perda de tempo total. Onde a carreira do Vin Diesel vai parar, hein? Ladeira à baixo.

Fazia tempo que eu não ria tanto com um filme de comédia e olha que tenho aversão à filme de maconheiro (sempre cai na mesma rotina e é super chato) mas o Seth Rogen perdeu a linha nesse e caprichou no roteiro, como já tinha feito em Superbad.

Nesse filme, escrito junto com Evan Goldberg, narra a história do chapado Dale Denton (Seth Rogen), um oficial de justiça que não passa o dia sem dar um tapinha. Um belo dia, depois de comprar um “peso” com o traficante Saul (James Franco) da melhor qualidade (chamado Pineapple Express, título do filme), pára em uma rua calma para fumar unzinho. Acontece que enquanto fuma, ele é testemunha de um assassinato que envolve inclusive uma policial. Chapado e desesperado, ele corre para a casa de Saul e daí por diante, só confusão. (more…)

Este filme foi a tentativa alemã de fazer algo no estilo Harry Potter e foi um belo tiro n’água.

Baseado no livro que no Brasil é chamado de Krabat: no Moinho das Águas Negras que é um sucesso entre os pré-teens alemães desde a década de 80 conta a história do menino Krabat, órfão e pedinte que ouve um chamado enquanto dorme para ir até um moinho, onde lá tem contato com outros jovens que trabalham para o Senhor do Moinho. (more…)

Agora que Guillermo Del Toro está famoso gracas ao sucesso de Labirinto do Fauno, as atenções todas foram voltadas para a continuação do filme beaseado nos quadrinhos de Mike Mignola e Del Toro não decepcionou. Depois de mostrar seu talento para narrar contos de fadas com um toque de terror em seu filme espanhol, ele transporta essa habilidade para este filme, inclusive com suas criaturas esquisitas e ao mesmo tempo interessante. (more…)