Eu assisti esse filme já faz um tempinho, no festival do Rio do ano passado e como vi que deve entrar em cartaz agora, resolvi escrever sobre ele. Naquele dia do festival, eu assisti dois filmes biográficos de músicos; esse e outro do Bob Dylan (I’m not there). Não poderiam ser mais diferentes um do outro, assim como seus protagonistas.
Control trata dos últimos cinco anos de Ian Curtis, vocalista de uma das bandas mais cults do início dos anos 80; Joy Division. Filmado todo em preto e branco pelo cultuado diretor de clips Anton Corbijn (US, Red Hot, Metallica e etc) mostra muito bem a vida de Curtis levava aos 17 anos na cidade industrial de Manchester, Inglaterra. Desde sua experiência com drogas, suas influências musicais, seu casamento precoce com a namorada de seu amigo e sua entrada para a banda. Acontece que Curtis não estava preparado para o que estava por vir. O sucesso começou a surgir, um filho veio, o medo da responsabilidade e principalmente, começou a ter ataques epiléticos. Com tudo isso, ele não consegue decidir que caminho seguir, só vislumbra uma saída.
Corbijn não tenta explicar nada. Apenas no terceiro ato que temos uma narração em off dos diários de Curtis para nos mostrar um pouco o que ele pensava .Mesmo assim, ao contrário do filme de Bob Dylan, que presume que você seja um grande fã do cara (o que não sou, por isso odiei o filme), este filme tem início, meio e fim que, senão agradar, pelo menos faz algum sentido. Logicamente você sendo fã da banda vai apreciar muito o filme. No meu caso, conhecia apenas 3 músicas e sabia de sua história (sendo isso que me levou à assisti-lo), ainda mais que adorava New Order, banda com os remanescentes do Joy Division.
Mesmo sendo um filme eminementemente depressivo, tem alguns momentos divertidos, principalmente quando entra em cena o agente Rob Gretton, com seus diálogos ricos. Mesmo assim, é inevitável sair do cinema cabisbaixo, ainda mais com a grande atuação de Sam Riley como Curtis, que brilhantemente transmite com seu olhar a dor e a sensação de impotência perante tudo que acontecia à sua frente, bem como ele escrevia nas letras melancolicamente românticas da banda. Vale a pena conferir.