Seriados


Moviecast com abertura novamente!! :D Em vez de ficar procurando o original, resolvi pegar de um arquivo antigo a excelente abertura gravada pela minha grande amiga Bia Kunze.

Neste episódio falo sobre:

- The Hangover – Comédia divertidíssima do de Todd Phillips, o mesmo diretor de Starsky & Hutch, Old School e Roadtrip.
- Red Cliff – Épico chinês que marca a volta de John Woo à direção depois de 5 anos longe dos cinemas.
- Glee – Seriado de TV bem estilo High School Musical.

   

battlestar_galactica_new_ver3Acho que esperei a minha vida inteira para ver uma série de ficção científica espacial como esta. Levei um tempo para assistir pois ainda estava com o ranço da série antiga que talvez por causa da cara do Dirk Benedict, que para mim será sempre o Cara-de-Pau do Esquadrão Classe A. Sem contar que quando assiti a série antiga, me deu uma raiva por ser um Guerra nas Estrelas mal-feito. Com isso, só comecei a assistir seriamente depois de muita insistência da amiga Nix agora no início da última temporada. E depois que comecei, para parar foi quase impossível. Devorei as quatro temporadas e mais as mini-séries em menos de 3 meses sendo que a 4a temporada, foi-se em 2 semanas tamanho o interesse em saber que fim levava a série.

Não me lembro o enredo da primeira e talvez seja até melhor assim. Essa versão começa com os cylons, agora  todo remodelados, bem diferentes daquele que me lembrava dos filmes dos Trapalhões, mandam Caprica pelos ares assim como as outras colônias, forçando uma fuga do pouco da cilivização que restou. Como se não bastasse isso, os cylons agora tem um modelo 2.0, humanóide perfeito que torna a desconfiança palpável no ar.  Vagando pelo espaço à procura de uma nova “casa”, o que restou da civilização é protegida pelo único cruzador espacial que restou; a boa e velha Galactica que estava para ser aposentada (até por isso foi a única que sobreviveu) enquanto os cylons querem exterminar a raça humana.

Por que Galactica é tão boa? Para mim, pelo mesmo motivo que Guerra nas Estrelas (os originais) foi bom, deixa de lado a preocupação frenética de explicar tecnologia e foca seu enredo em um leque de temas bem interessantes; até onde a democracia ajuda? Conflito Religioso? Uma vez inimigo, inimigo sempre? Até onde sigo o meu líder? Amor supera tudo? Claro que permeando isso temos uma boa dose de ação espacial, mortes e sexo. Pois é, esse seriado não é infantil nem nos poupa visualmente de quase nada. Se alguém toma um tiro, está ali o sangue que jorra. Se um bebê especial tem que nascer, bem… Como ele é feito também aparece ali na tela. E se você acha que para ser adulto tem que ter palavrão, nada tema, se a TV não permite, que tal inventar um? “Frak” foi a forma criativa que os roteiristas encontraram de transformar militares “boca-sujas” em algo que a censura não reclamasse. Um artifício brilhante.

Para uma série de ficção funcionar, por mais que você seja complacente, os efeitos tem que ter uma certa qualidade e neste ponto, a série é impecável. Talvez o fato brilhante fato de optar pela versão “humanóide” dos cylons tenha economizado uma parte do orçamento mas as batalhas espaciais, assim como os centuriões (a versão robô dos cylons) estão perfeitas, assim como os sets e naves. Detalhe interessante também foi abrir mão de lases por projéteis, tanto em pistolas como nos caças. Isso dá uma veracidade maior e um ar de guerra mais intenso. Junte a isso a forma com que a câmera se comporta, quase no estilo documentário e é garantido que depois do segundo episódio você já está dentro do ambiente sem sombra de dúvida. Não vai se questionar nem por um segundo sobre alguma tecnologia ou algo assim.

De nada adiantaria um primor técnico se as atuações fossem fracas. Liderado por Edward James Olmos (indicado ao Oscar em 1988 por O Preço do Desafio) o elenco está ótimo, mesmo quando as vezes tem determinados papéis estereotipados como o caso de Starbuck, que começa a série como a típica piloto rebelde porém super talentosa mas que ao longo da série se torna peça fundamental para a salvação da humanidade.

É muito difícil terminar uma série tão boa quanto essa mas o fato dos produtores terem decidido o fim antes do início da última temporada acabou ajudando aos roteiristas, que não precisaram correr com a história e puderam assim oferecer um ótimo fechamento, mesmo que as últimas cenas do último episódio tenham soado um pouco pieguas. De qualquer maneira, não foi nada que maculasse a qualidade do roteiro, a verdadeira espinha dorsal da série inteira.

Para os órfãos da série, nada temam! Além do piloto de 2 horas do seriado Caprica (onde mostra a colônia de mesmo nome 50 anos antes da Queda) que foi lançado há alguns meses atrás, em novembro todos os personagens retornarão para um filme para a TV de duas horas, dirigido por ninguém menos que Edward “Adama” Olmos chamado Battlestar Galactica: The Plan onde será mostrado o ponto de vista dos cylons em Caprica, antes da Queda. O trailer já está disponível no YouTube. Isso sem contar que não duvido se em breve edições limitadas da série completa comecem a pipocar por aí. Como diria Adama: So say we all!

Trivia Movieblog:

apollo-1978

Vocês sabiam que apenas 1 ator participou das duas versões da série? Em 1978, Richard Hatch fez o papel do Capitão Apollo. Já nesta nova versão, ele foi o político sem escrúpulos Tom Zarek. Ao lado está a a foto dele com Richard Benedict, o Starbuck de 1978.

UPDATE: eu não sabia mas aquele murmurinho da abertura de cada episódio na verdade é um mantra. Aqui está a tradução (em inglês).

HeroesCom o fim do terceiro ano da série senti uma necessidade extrema de desabafar minhas opiniões e é isso que este episódio é; uma análise do que representa Heroes para mim e o que está dando errado na série. Vou logo avisando, está CHEIO de Spoilers! Não quero depois ninguém reclamando que eu estraguei algo. :D

Qualquer comentário, por favor, mandem para até saber se sou eu apenas o que está desiludido com a série.

Obrigado Lu pela trilha sonora! :D

P.S: Repararam como o Peter está vestido de Neo do Matrix?

 

moviecast_logoDesta vez falei apenas de seriados que estou assistindo, inclusive o spin off de Battlestar Gallactica; Caprica. Dêem um pulinho no Moviecast e digam o que acham.

Burn NoticeSeguindo a dica do meu amigo Gal, dei uma chance para esse seriado de espião, tipo já bem batido na TV, só perdendo hoje em dia para os de CSI e seriados de advogados. Sem dúvida foi um boa dica pois o seriado mistura muito bem ação, comédia e um estilo modernoso. O personagem principal, Michael Westen é um agente da CIA que foi demitido, ou melhor “queimado” (Burn Notice do título) e acaba por voltar para Miami, sua cidade natal para tentar descobrir quem é o responsável por isso. Para fazer um dinheiro enquanto investiga, ele se torna meio que um detetive particular, ajudando pessoas. Para isso ele conta com a ajuda da ex-namorada e ex-terrorista do IRA e um amigo que quer mais beber que outra coisa é vivido pelo cult Bruce Campbell da série de filmes Evil Dead.

Essa série tem o tipo de narrativa que curto; ao mesmo tempo que Westen ajuda pessoas diferentes em cada episódio, ele tenta descobrir quem está por trás da conspiração que o queimou. Isso faz com que a série ao mesmo tempo seja duradoura, ofereça histórias com início meio e fim. Além disso, o tom de comédia é na medida certa, prorporcionada pela falta de tato que o personagem principal tem em lidar com sua mãe e pelo personagem de Campbell, muito bem no papel do amigo que está meio que aposentado dessa vida de espião em Miami. (more…)

The MentalistThe Mentalist é para mim a melhor novidade das séries que estrearam este ano. Mesmo não sendo totalmente original – afinal, séries de detetives com características únicas a TV está cheia – ele oferece um misto de diversão e policial ao mesmo tempo que tem uma certa espinha dorsal para uma história maior, o que pode segurar a série por um bom tempo.

O personagem central é Patrick Jane, um ex-vidente (se é que isso pode) que depois de ter a família assassinada por um serial killer, passa a ajudar com seu poder de observação a polícia do estado da Califórnia. Com isso, ele diverte e sempre surpreende seus colegas com o seu jeito sedutor, direto e simpático com que se envolve nos casos.

O que me atraiu sem dúvida neste seriado foi o tanto que se parece com as histórias de Sherlock Holmes. Assim como Monk e Psych, Jane confia no seu poder de observação, que treinou ao longo da vida para enganar as pessoas quando tinha um programa de TV onde garantia que era vidente e falava com os mortos. Quando por causa dessas mentiras sua família acaba por pagar um preço alto, ele parte para ajudar a polícia a prender criminosos, depois de assumir que sempre foi um embusteiro.

É muito interessante como o pintoso Simon Baker, o cara que seduz Anne Hathaway em O Diabo Veste Prada. Sempre falando manso e com um sorriso cativante, ele não se priva de ser direto e jogar na cara de quem acha culpado e pelo fato de ter perdido a família, não se importa em se arriscar para solucionar os casos. Nada melhor que um herói com uma mancha e ter a vingança como força motriz para segurar um seriado.

O criador da série, Bruno Heller, tem em seu currículo o excelente seriado Roma e por isso mesmo acredito que apesar de parecer um seriado simples e direto, The Mentalist ainda vai reservar surpresas, pois no episódio 9, se não me engano, Jane entrega que nada vai evitar dele se vingar do Red John, o seu nemesis.

Vale conferir essa novidade.

Com mais de um mês das séries iniciadas, está na hora de comentar sobre as novidades e as novas temporadas das séries que acompanho pelo menos.

- Heroes – na sua 3a temporada Heroes começou com tudo. De cara no primeiro episódio já rola acontecimentos bombásticos. Já chegando ao 5o episódio, o melhor é a discussão sobre como definir um vilão, saindo daquela mesmice que vilão ou é o maluco de cara pintada ou o cientista que quer dominar o mundo. Essa temporada promete, até para compensar a fraca temporada anterior.

- Dexter – nosso serial killer de plantão continua com ótimos monólogos e tendo que lidar com sua vida dupla; assassino serial e bom namorado/padrasto. Agora o que aconteceria se Dexter matasse um “inocente”? Pois esta temporada pelo visto vai explorar isso e ainda a possibilidade de Dexter virar papai! (more…)

Robin HoodNa busca de novas séries eu compro um ou outro episódio piloto no iTunes. Eu esbarrei nessa série com um tema que me agradava muito – Robin Hood. Ela é produzida pela BBC inglesa e já está na sua segunda temporada.

A série começa mais ou menos onde todos os filmes que vi sobre o personagem começa; com ele voltando das cruzadas. Neste caso ele volta com um amigo, ex-servo, acredito eu. Todos os elementos estão presentes como a floresta Sherwood, o xerife de Nottingham, Lady Marian e os bandidos da floresta. Cada episódio, logicamente, são as aventuras de Robin e seu bando mas mesmo assim dá para perceber uma linha da história que vai seguindo.

A série é divertida e bem familiar, nada de um approach sombrio. Não aparece nenhum sangue e o herói tem um código de honra que não o permite matar ninguém, nem os vilões. Ao mesmo tempo, tem certos assuntos interessantes, como um episódio onde o amigo de Robin diz que ele faz tudo isso porque ele gosta de se sentir idolatrado. De qualquer forma, tem uma forte verve cômica presente.

A reconstituição de época é muito boa e sempre tem ação nos episódios, principalmente no que diz respeito, logicamente, à habilidade de Robin Hood com o arco e flecha.

Os atores são praticamente todos desconhecidos e Jason Armstrong, o irlandês que faz o papel título, tem cara de menino e sempre joga um olhar de pidão. Poderia ser um ator mais maduro mas de qualquer forma não chega a comprometer o seriado.

De qualquer forma ainda estou no episódio 4 da primeira temporada e estou interessado em saber/assistir mais. Quando terminar a 1a temporada toda, digo aqui o que achei.

terminator_chronicles.jpgEm uma época onde vários seriados de TV são adaptados para a telona, este aqui é um derivado do sucesso do cinema do Exterminador do futuro. Ele se passa na verdade entre o filme 2 e o 3, com o John Connor adolescente (por volta de 1996, se não me engano). Depois de um período de calmaria, ele a mãe Sarah (que aqui é outra atriz, e não a Linda Hamilton dos filmes) mudam de cidade e descobrem que sim, ainda tem um Exterminador atrás de John. Acontece que agora não é só ele, o FBI também está atrás. Para ajudar nessa balança, agora existe uma Exterminadora adolescente (isso mesmo, uma adolescente) para ajudá-los. Cansados de correr, eles resolvem viajar no tempo até os dias de hoje (deve ter sido para bareatear a série, pois ambientar em meados da década de 90 seria mais caro) para lutar conta a Skynet.

O episódio piloto é legal, os efeitos são ótimos mas não é tão empolgante. Os monólogos da Sarah seguem o mesmo estilo dos filmes.  Ainda não engoli o lance da Exterminadora adolescente mas gostei do toque de ter o FBI e um interesse amoroso da Sarah atrás deles também. Não foi um episódio nota 10 mas gerou curiosidade para ver o segundo episódio.

Nesse “inverno” onde várias séries pararam por causa da maldita (mas compreensível) greve dos roteiristas uma luz surgiu; o início da 4a temporada de lost.

Na TV americana antes do primeiro episódio eles passaram uma especial de 1 hora contando toda a história de Lost, denominado episódio 0.  Foi bem legal para refrescar a memória de tudo que já rolou nos anos anteriores. Nem preciso dizer que o nosso Rodrigo Santoro e sua participação (não por ele mas sim pelo roteiro) desastrosa sequer foram citadas.

O episódio 1 começa com um Flash forward, que foi introduzido no final da 3a temporada. Para quem não assiste Lost, deixa eu tentar explicar. A série Lost ficou famosa, dentre outras coisas, por sua estrutura narrativa. Ela conta a história do grupo de pessoas presas em uma ilha após o avião cair e entre isso ela mostra como era a vida de cada um dos personagens principais e as conexões entre eles antes do avião cair. No final da 3a temporada, teve um episódio que aparentemente era um flashback mas descobrimos que na verdade tratava do futuro, da vida pós ilha. Isso deu um novo ar à série, sempre nos forçando a prestar atenção o que era passado e o que é o futuro.

Não vou contar o episódio para não estragar a surpresa mas ele não revela muita coisa nova, lógico. Mesmo assim, ele mostra mais um habitante da ilha no futuro, além de Jack e Katie e o legal que aparentemente este flash forward é ANTERIOR que o flash forward da temporada passada.

A série começou bem. Tomara que mantenha o ritmo.

Next Page »