Poster U2 3DNunca mais um show vai ser a mesma coisa para mim. Já me considero velho demais para simplesmente ir à qualquer show de rock (o último que fui foi o The Police no Maracanã e para mim foi ok, nada demais) então já estou me preparando psicologicamente só para assistir show em DVD. Quando em março o amigo Martin assistiu este filme em Chicago e me mandou um e-mail falando super bem do filme.

É algo de outro mundo. Para quem ainda não teve o prazer de assistir um filme Imax, por si só já é uma experiência diferente pois a tela é ENORME com 22 metros de largura e 16 de altura e com a película gerando uma resolução incrível. Além disso, o som é algo fora de série, tendo caixas de som atrás da tela inclusive. Adicione a isso um 3D que realmente funciona e tens uma nova e maravilhosa experiência cinematográfica. E nada melhor que mostrar tudo isso com um show de rock e por que não fazer o primeiro filme com uma das maiores bandas de todos os tempos?

No caso deste filme, todas essas maravilhas tecnológicas foram perfeitamente utilizadas. O filme é literalmente um show do U2. Não perde tempo contando a vida do Bono e etc e sim vai direto o que interessa. Filmado durante a turnê sul-americana da banda, tem imagens inclusive do show no Morumbi. Como se não bastasse a qualidade de áudio e vídeo, o filme é todo em 3D! Você claramente tem a sensação de profundidade de câmera e tudo isso é muito bem utilizado pelos diretores Catherine Owens e Mark Pellington. Tem horas que você faz parte da platéia, em outras, vc está ao lado do Bono cantando grandes sucessos como With or Without You ou Vertigo. Falando nisso, o setlist deles é tudo de bom! Cantam todos os grandes sucessos. Junte a isso a eletrizante performance da banda (com o Bono tendo uma presença de palco incrível) e ao incrível videografismo do telão de fundo e você vai ter uma experiência que sequer imaginava ser possível.

Teve horas que foi impossível não cantar junto com eles. Me sentia realmente no meio do show. Foram 85 minutos perfeitos para um show e quase comecei a gritar no final “Parou por que?! Por que parou?!”. :)

Robin HoodNa busca de novas séries eu compro um ou outro episódio piloto no iTunes. Eu esbarrei nessa série com um tema que me agradava muito - Robin Hood. Ela é produzida pela BBC inglesa e já está na sua segunda temporada.

A série começa mais ou menos onde todos os filmes que vi sobre o personagem começa; com ele voltando das cruzadas. Neste caso ele volta com um amigo, ex-servo, acredito eu. Todos os elementos estão presentes como a floresta Sherwood, o xerife de Nottingham, Lady Marian e os bandidos da floresta. Cada episódio, logicamente, são as aventuras de Robin e seu bando mas mesmo assim dá para perceber uma linha da história que vai seguindo.

A série é divertida e bem familiar, nada de um approach sombrio. Não aparece nenhum sangue e o herói tem um código de honra que não o permite matar ninguém, nem os vilões. Ao mesmo tempo, tem certos assuntos interessantes, como um episódio onde o amigo de Robin diz que ele faz tudo isso porque ele gosta de se sentir idolatrado. De qualquer forma, tem uma forte verve cômica presente.

A reconstituição de época é muito boa e sempre tem ação nos episódios, principalmente no que diz respeito, logicamente, à habilidade de Robin Hood com o arco e flecha.

Os atores são praticamente todos desconhecidos e Jason Armstrong, o irlandês que faz o papel título, tem cara de menino e sempre joga um olhar de pidão. Poderia ser um ator mais maduro mas de qualquer forma não chega a comprometer o seriado.

De qualquer forma ainda estou no episódio 4 da primeira temporada e estou interessado em saber/assistir mais. Quando terminar a 1a temporada toda, digo aqui o que achei.

2472181430_448e8ea9b7_o.jpgLeandra Leal mostra todo seu potencial e sua verdadeira alma nesse longa metragem de Murilo Salles (do recente Arido Movie).

Basedo nos livros de Clarah Averbuck, NOME PRÓPRIO explora as paixões e desilusões de Camila(Leandra Leal), mostrando tudo, inclusive a nudez quase natural da excelente atriz que nasceu do teatro e está nas novelas globais apenas pelo dinheiro, com certeza.

Fotografia quase sempre certa, bem natural e crua, o filme peca as vezes nos diálogos forçados de atores não tão bem preparados e em textos sobrepostos a imagem simulando posts no blog da personagem central.

Camila é uma sonhadora, quer escrever seu livro usando sempre metáforas e poesia para ilustrar seus problemas diários quase sempre ligados aos homens de sua vida. O filme explora a sexualidade de uma forma natural e sem censuras, de forma inteligente.

Rodado em São Paulo e Rio de Janeiro, o filme é sem duvida um ótimo exemplo de cinema nacional alternativo e que dá certo.

O marketing foi todo baseado em internet, usando blog, orkut, fotolog, youtube, flickr, twitter, myspace

Estréia programada para Julho. Vale a pena.

Indiana Jones IVMeu Deus! Quanta expecitativa para ver esse filme! Depois de Star Wars, tenho certeza que não tinha outro filme que eu esperava mais que a continuação de Indiana Jones. Ao mesmo tempo, tinha medo de ser decepcionante como foi assistir a trilogia nova de Star Wars que o Sr. Lucas conseguiu frustrar todo e qualquer fã ardoso. Vale lembrar que o mesmo Lucas é o criador do personagem Indy e é o produtor executivo. Viria aí uma nova decepção?

Graças à Deus, não!

A essência do que fez a franquia Jones única está toda presente. Aparentemente Spielberg segura a onda do Lucas em querer explicar tudo o tempo todo. Desde à primeira cena, com o logo da Paramount transpondo para um cenário com o mesmo formato, como em Caçadores da Arca Perdida. Nossa, foi uma viagem no tempo. Quando Harrison Ford aparece, quer dizer, sua silhueta, colocando o seu chapéu, deu vontade de bater palmas, ainda mais sob a trilha sonora inesquecível de John Williams.

A linha temporal foi seguida. Sendo que agora Dr. Jones está mais velho e está mais dedicado ao meio acadêmico, curtindo a vida como herói da II Guerra Mundial. Em 1957 os inimigos mudaram; em vez dos nazistas, agora são os russos o adversário a ser batido, assim como as ameaças e objetivos foram atualizados para tal década. Enquanto durante a II Guerra os nazistas buscavam artefactos bíblicos para ganhar o conflito, os russos buscam a tal caveira de cristal do título para assim contrabalançar o poderio atômico americano. Além disso, a caça ao comunismo e o interesse por alienígenas, algo presente em 9 entre 10 filmes B daquela época.

Ford está melhor do que nunca. Parece que nunca perdeu aquele jeitão desleixado e agora mais envelhecido, o ar sem paciência está presente o tempo todo. Como não tem mais o pique de antes, neste filme conta com a ajuda de Mutt, um jovem rebelde (Shia LaBeouf, sensação do momento) que tem  surge em cena em uma clara homenagem à Marlon Brando no filme Wild One (1953). Apresentado os personagens (inclusive Cate Blanchet como uma bela vilã russa) o filme engrena aquele estilo clássico de matine dos anos 50 que inspirou todos os filmes,

O receio de ter alienígenas não se concretizou, pelo menos não de forma direta. O que incomodou um pouco foram certas cenas que quebram o encanto daquele “absrudo real” que sempre foi inerente  à série. Por favor, Tarzan foi um pouco demais. Tirando isso, o filme foi melhor que eu esperava e ainda teve um final gancho para um possível quinto filme.

É isso aí. Leve seus filhos e mostre quem foi realmente um herói de ação e mostre por que você, mesmo que por um breve momento, cogitou fazer faculdade de arqueologia.

ControlEu assisti esse filme já faz um tempinho, no festival do Rio do ano passado e como vi que deve entrar em cartaz agora, resolvi escrever sobre ele. Naquele dia do festival, eu assisti dois filmes biográficos de músicos; esse e outro do Bob Dylan (I’m not there). Não poderiam ser mais diferentes um do outro, assim como seus protagonistas.

Control trata dos últimos cinco anos de Ian Curtis, vocalista de uma das bandas mais cults do início dos anos 80; Joy Division. Filmado todo em preto e branco pelo cultuado diretor de clips Anton Corbijn (US, Red Hot, Metallica e etc) mostra muito bem a vida de Curtis levava aos 17 anos na cidade industrial de Manchester, Inglaterra. Desde sua experiência com drogas, suas influências musicais, seu casamento  precoce com a namorada de seu amigo e sua entrada para a banda. Acontece que Curtis não estava preparado para o que estava por vir. O sucesso começou a surgir, um filho veio, o medo da responsabilidade e principalmente, começou a ter ataques epiléticos. Com tudo isso, ele não consegue decidir que caminho seguir, só vislumbra uma saída.

Corbijn não tenta explicar nada. Apenas no terceiro ato que temos uma narração em off dos diários de Curtis para nos mostrar um pouco o que ele pensava .Mesmo assim, ao contrário do filme de Bob Dylan, que presume que você seja um grande fã do cara (o que não sou, por isso odiei o filme), este filme tem início, meio e fim que, senão agradar, pelo menos faz algum sentido. Logicamente você sendo fã da banda vai apreciar muito o filme. No meu caso, conhecia apenas 3 músicas e sabia de sua história (sendo isso que me levou à assisti-lo), ainda mais que adorava New Order, banda com os remanescentes do Joy Division.

Mesmo sendo um filme eminementemente depressivo, tem alguns momentos divertidos, principalmente quando entra em cena o agente Rob Gretton, com seus diálogos ricos. Mesmo assim, é inevitável sair do cinema cabisbaixo, ainda mais com a grande atuação de Sam Riley como Curtis, que brilhantemente transmite com seu olhar a dor e a sensação de impotência perante tudo que acontecia à sua frente, bem como ele escrevia nas letras melancolicamente românticas da banda. Vale a pena conferir.

Movieblog iPhonePois é, senhoras e senhores. Agora o site Movieblog está optimizado para ser visualizado no iPhone. O que isso quer dizer? O site foi dinamizado para que carregue bem rápido e o texto caiba direitinho na tela do celular. Assim você poderá ler e comentar de onde quer que esteja. Qualquer dúvida e sugestão, me diga!

Speed RacerEsse é o tipo de filme que já nasceu esquisito. Rezam as más línguas que quando os irmãos Wachovsky, após receberem a informação que o filme V de Vingança arrecadou 70 milhões de dólares ao longo de semanas, o mesmo faturamento que A Era do Gelo 2 tinha feito em um fim-de-semana apenas, resolveram desenvolver um projeto de um filme família. Como o produtor Joel Silver tinha os direitos do anime Speed Racer, mais que depressa ofereceu aos irmãos esquisitões.

Um filme onde até os diretores almejam mais o $$ que propriamente o filme já me soa estranho. Além disso, nunca fui muito fã do desenho, para falar a verdade mal me lembro. O que mais me marcou naquele anime era a musiquinha (que era boa) e a abertura que eu costumava meio que sacanear pois era o Speed saltando e ficando parado em uma posição ridícula congelado. Além disso, lembrava assim de outros poucos detalhes. Quando os criadores de Matrix entraram no projeto, fiquei bem curioso, ainda mais quando começaram a montar um grande elenco com Susan Sarandon, Emile Hirsch, John Goodman, Matthew Fox e Christina Ricci, achei até que teria um futuro. Quando li a sinopse e vi o trailer, tudo foi meio por água à baixo.

Para começar, um filme onde se tem um chimpanzé que as pessoas tratam como humanos, não dá para ser levado à sério. Tornou o filme automaticamente um filme apenas infantil. Para tentar dar um ar “família”, colocaram um plano maquiavélico onde as corridas são todas arranjadas que o vilão explica em 5 minutos e é altamente complexo, ou seja, será totalmente ignorado pelos pequenos e não será absorvido pelos adultos.

O roteiro é praticamente inexistente, apenas linhas de argumento para justificar a ação desenfreada. Mesmo assim, dá para ver que os atores se empenham mas é quase deprimente ver uma atriz do porte de Susan Sarandon interpretando um personagem chamando Mom Racer.

Nem tudo está perdido. Se o roteiro existe como pretexto para os efeitos, estes são espetaculares. O problema que além dos efeitos reais, muitos efeitos psicodélicos, anos 70 estão presentes para dar mais ainda o ar de anime. Esses eu achei exagerados, chegando até a quase dar dor de cabeça. Vale lembrar que todas as corridas são totalmente em 3D, algo incrível feito mais uma vez pela grande ILM. Para mim esses efeitos estão tão revolucionários quanto foi Jurassic Park em 1993. Mérito também para a edição, que se utiliza do fato de tudo ter sido filmado contra um fundo verde para utilizarem transições ótimas para contar o passado dos personagens.

Ao final, até que o filme foi melhor que eu esperava (para você ter uma idéia do que eu estava imaginando), os efeitos são ótimos e todos os elementos do desenho estão presentes, para a alegria dos fãs (coisa que não sou) mas ainda assim, não vale o ingresso, a não ser que você seja um cara fissurado em 3D (como eu).

Ahhh, não vi o carro da Petrobras, que desembolsou 1 milhão de dólares para tê-lo no filme e ainda ter o direito de utilizar a marca Speed Racer em promoções. Não sei se foi uma boa pois até agora, na 2a semana de lançamento, o filme arrecadou só 30 milhões de dólares, contra os 120 milhões que custou.

Baseado em uma história verídica? Nem tanto. Divertido? Um pouco. Muita ação? Néééé. Ou seja, é um filme mais ou menos.

Levemente inspirado no livro “Bringing Down the House” conta a história de um grupo de alunos do MIT crânios em matemática que orientados por um professor cheio de má intenção (o ótimo Kevin Spacey) treinam contar cartas para ganharem muito dinheiro nos cassinos de Las Vegas e vêem suas chances aumentarem com a chegada de um novato (Jim Sturgees). Claro, nem tudo sai como planejado.

Esse é o problema. O filme fica no campo do quase e não entra em um ritmo de thriller. O personagem de Sturgees, do qual sou fã desde Across the Universe, é um crânio que vive em sua bolha nerd com seus amigos fazendo robozinhos e vê um boa oportunidade para ficar perto da gostosona do campus entrando no tal clube de matemática. Claro, ele com isso renega a nerdarada e parte para Las Vegas. Eu levei um tempão para entender a metodologia de contagem das cartas e me senti altamente limitado por causa disso.

Las Vegas em si só aparece da metade para frente, onde o tal plano soa deveras forçado até pelos códigos estipulados (por favor, o que é aquele braço para trás da cadeira? Quem se espreguiça assim?). De positivo, os efeitos visuais e cenas panorâmicas da cidade.

Logicamente rola um deslumbramento quando eles conseguem ganhar dinheiro e daí as coisas começam a dar errado.

Falei acima que é levemente inspirado no livro pois o livro o time é de americanos descententes de asiáticos e não como no filme e por aí vai.

O filme é ok. Médio. Passa. Não mais do que isso.

Walt Disney LogoA Disney recentemente divulgou seus projetos e são altamente promissores. Para quem ainda não sabe, a Disney comprou a Pixar, ou seja, grandes filmes feitos em computação gráfica serão lançados. A boa notícia é que o estúdio voltou atrás da decisão de não fazer mais filmes usando a animação tradicional e lançará já ano que vem The Princess and the Frog em 2D. O legal também é que John Lasseter, gênio por detrás dos maiores sucessos da Pixar é o responsável geral pelo departamento de animação da Disney. Aqui está a lista completa de lançamentos para o cinema:

2008 - Wall*E
Bolt

2009 - Up
Toy Story em 3D
The Princess and the Frog

2010 - Toy Story 2 em 3D
Toy Story 3
Rapunzel

2011 - Newt
The Bear and the Bow

2012 - Cars 2
King of the Elves

O futuro é bem promissor, principalmente com o Wall-E vindo por aí. Os trailers são divertidíssimos. Vamos ver o que vai ser.

Esse foi o primeiro filme inteiramente produzido pela própria Marvel, detentora dos personagens que são um sucesso no cinema (X-Men, Homem Aranha, Hulk (bem, esse nem tanto), Quarteto Fantástico), isso quer dizer que ela tinha o controle completo e não decepcionou. O filme é ótimo em todos os aspectos.
Como sempre digo aos meus amigos, tenham em mente que é um filme de AÇÃO, não é um candidato ao Oscar (pelo menos não na categoria de melhor filme), isso quer dizer que você tem que assistir com um espírito desarmado e tenho certeza que vai gostar.

O elenco foi muito bem escalado; não vejo ninguém melhor que o grande-ator-mas-problemático Robert Downey Jr. para viver o playboy-que-está-sempre-com-um-copo-de-whisky-na-mão Tony Stark, o verdadeiro Senhor da Guerra, produzindo armas de destruição em massa altamente tecnológicas. Até que um dia ele é seqüestrado e descobre que suas armas estão caindo em mãos erradas. A partir daí, ele resolve lutar para que isso não ocorra mais, desenvolvendo a armadura que o “transforma” em Homem de Ferro.

O filme começa eletrizante, com uma atuação divertidíssima de Downey Jr. Ajudado por um script dinâmico recheado de piadas velozes, você nem sente o tempo passar. Ele consegue passar todas as nuances do personagem que, como o próprio Stan Lee - criador do personagem dos quadrinhos - é inspirado na complexa personalidade do Howard Huges. Além dele, o elenco ainda tem grandes nomes como Jeff Bridges, Gwyneth Patrow e Terrence Howard.

Logicamente a armadura é um dos pontos altos; altamente realista, dá para acreditar que realmente ela possa existir já que o filme demonstra toda a evolução da criação da mesma e existe até uma certa lógica científica.

Como disse, sem uma boa história, nada disso interessaria e o filme é bom até o fim. Lógico que tem uns clichês, principalmente na batalha final mas de resto, é muito bom. O final é divertido e não saia antes do final dos créditos, tem uma cena extra ótima.


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